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Correio Braziliense

Conheça a Casa Azul, que atende crianças e jovens em situação de risco

Na quinta reportagem da série Solidariedade, o Correio conta a história da Casa Azul, instituição que atende crianças e adolescentes em situação de risco, em Samambaia e no Riacho Fundo 2


postado em 22/12/2016 06:00 / atualizado em 22/12/2016 16:33

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
 
Imagine uma casa cheia de sonhos. Nela, a desigualdade social, o preconceito e as dores não são convidados a entrar. Já a alegria é a chefe de família. O sorriso e a diversão são aqueles primos de fora, que vieram para ficar. Do sonho de uma única mulher em se reinventar no trabalho voluntário, hoje a Casa Azul Felipe Augusto, em Samambaia, abriga o sonho de mais de 1900 crianças. 

A instituição, fundada em 1989 por Daise Lourenço, 64 anos, é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para a formação de jovens de 6 a 24 anos.

O Correio foi recebido em clima de festa pelas crianças da instituição, com uma apresentação de flauta, uma das aulas oferecidas no local. A programação seguiu com teatro e apresentação de dança dos próprios alunos, todos usando gorrinhos de Papai Noel. Logo em seguida, todos foram chamados para receber um presente do Bom Velhinho. Eles, é claro, formaram fila sem pensar duas vezes.
 
 
A presidente e fundadora da Casa Azul, Daise Lourenço, olha para o sucesso do evento aliviada. “Esse ano foi mais apertado. Quase não conseguimos dinheiro para fazer a celebração”, comenta. Em outubro, as duas unidades de Samambaia sofreram com o vendaval que devastou a cidade. Com um prejuízo de cerca de R$ 66 mil, a instituição teve de ficar uma semana fechada, para conseguir fazer os mínimos reparos e garantir a segurança dos jovens antes de voltar a funcionar. “Nessa hora, dá uma vontade de desistir. Largar tudo. Mas quando eu penso em quantas crianças estão fora do mundo das drogas por estarem aqui dentro, me faz ver que valeu a pena”, alega Daise.
 
 
 
A casa, que trabalha em contraturno escolar, oferece acompanhamento pedagógico, aulas de artes, teatro, música, dança, informática, atividades esportivas e capacitação profissional. Ao que tudo indica, o objetivo das aulas tem sido alcançado. Ana Beatriz Nunes, 14 anos, participa das atividades da Casa há mais de 10. Quando questionada, ela disse já saber o que vai fazer no futuro. “Quero ser jogadora de futebol”, comenta, absolutamente decidida.

Os trabalhos da Casa Azul começaram há 27 anos, com 30 famílias cadastradas. Hoje, são mais de mil espalhadas por três unidades, duas em Samambaia e uma no Riacho Fundo 2. A presidente não sabe dizer, ao certo, quantos jovens já passaram por lá. Porém, admite que, se tiver feito a mudança na vida de pelo menos um, já atingiu o objetivo de vida. “Trabalhamos aqui para formar cidadãos no futuro”, conta Daise, orgulhosa. Todas as crianças e adolescentes atendidos no local são encaminhados pelo Centro de Referência e Assistência Social de Samambaia e do Riacho Fundo II (CRAS).

Dois meses após o vendaval que deixou mais de mil edificações destelhadas em Samambaia, entre elas a Casa Azul, a instituição segue tentando recuperar o fôlego. O último andar do local continua descoberto, ou seja, as salas de aulas seguem desativadas, por falta de recursos para o conserto. Um projeto para mais de 100 crianças teve de ser desativado devido à falta de estrutura.
 
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