Publicidade

Estado de Minas

Barragem do Descoberto registra menor nível da história, com 19,2%

O nível é considerado crítico e já permite adoção de medidas de racionamento como interrupção no abastecimento em alguns períodos do dia


postado em 11/01/2017 17:02 / atualizado em 11/01/2017 17:30

Reservatório do Descoberto é responsável pela maior parte do abastecimento de Brasília(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Reservatório do Descoberto é responsável pela maior parte do abastecimento de Brasília (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

A Barragem do Descoberto, reservatório responsável pela maior parte do abastecimento do Distrito Federal, atingiu o menor nível já registrado na história. A medição atingiu 19,2%. Antes, o menor índice marcado era de 19,3%, em novembro do ano passado.

 

Leia mais notícias em Cidades 

 

O menor índice histórico foi medido às 13h30 desta quarta-feira (11/1). Mais cedo, às 7h30, o valor registrado já tinha igualado a pior marca da história, com 19,3%. O reservatório de Santa Maria, que também abastece o DF, está em condições melhor, mas ainda abaixo do nível desejado, que seria de 60%. Hoje, o reservatório marcou o nível 41,1%.

 

Racionamento 

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) já autorizou o uso de medidas de racionamento para conter a pior crise hídrica da história do DF, no entanto, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) ainda não colocou em prática a principal delas: o racionamento.

 

Até o momento, a companhia adotou apenas a diminuição da pressão da água nas torneiras em algumas regiões administrativas e institui taxa extra para consumidores que usarem mais de 10 mil m³ de água por residência.

 

Em dezembro de 2016, o Correio publicou série de reportagens especiais que detalhou a situação crise hídricapela qual passa o cerrado brasileiro, do abastecimento urbano à irrigação para a agricultura. As matérias mostram que diversas medidas, como a construção de novas barragens e a captação de água do Lago Paranoá seguem incompletas.

 

 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade