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Correio Braziliense

Casal de fotógrafos educa filhos livres do consumismo e da tecnologia

O modo de vida da família resultou em um livro de fotos, no qual se retratam belos momentos das crianças


postado em 18/01/2017 06:00 / atualizado em 18/01/2017 06:01

A polonesa Irmina, o marido, Sávio, e os filhos, Yasmin e Kajetan: criação longe das convenções impostas pela sociedade consumista(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
A polonesa Irmina, o marido, Sávio, e os filhos, Yasmin e Kajetan: criação longe das convenções impostas pela sociedade consumista (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

A educação é um passo transformador da sociedade e apostar em modelos que fogem dos padrões convencionais pode até ser mais difícil para os pais, mas traz resultados surpreendentes, segundo livros modernos de pedagogia. Romper com as metodologias tradicionais de ensino e se dedicar a processos intimistas promovem uma imersão na infância. Com isso, o aprendizado passa a ter significado sentimental, já que as descobertas partem de problemas vividos pela família e vizinhos. Pelo menos é o que diz quem viveu essa experiência. O casal de fotógrafos Irmina Walczak, 35 anos, e Sávio Freire, 34, adotou essa realidade há quatro anos. O aprendizado virou um livro de retratos, que será lançado hoje.
Kajetan, 1 ano e 5 meses, recebe a equipe de reportagem comendo uma ameixa. Entre as mordidas e os passos desequilibrados, ele não nega um sorriso. Antes mesmo de se aproximar da entrada principal, a primogênita, Yasmin, 5, aparece saltitante. As crianças são afetuosas e desinibidas. Passar pela casa no Park Way e não participar de pelo menos uma brincadeira é impossível. “Quero te fazer um convite”, diz a menina. Ela emenda: “Vem aqui no meu quarto para eu mostrar os meus brinquedos”. O arsenal é enxuto: boneca, bicicleta, peteca e outros poucos itens.

As crianças têm uma infância livre de televisão, tecnologia e consumismo. Estão mais próximas da natureza e das brincadeiras ao ar livre. A alimentação é saudável e os livros e a música são atividades corriqueiras. “Selecionamos os conhecimentos e as informações que são repassadas para eles. O acúmulo excessivo deixa a criança atordoada. Não é fingir que não existe ou extinguir um conteúdo, mas, sim, filtrar a dose”, explica Irmina. Os pequenos desenvolvem as habilidades intelectuais e motoras de acordo com a vivência do cotidiano. Eles não frequentam escolas, por exemplo.
 
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