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Correio Braziliense

Escolas, postos e condomínios reciclam água para driblar racionamento

Reaproveitamento da chuva ou reúso do que é proveniente de banhos e lavagem de roupa e louça são algumas dessas iniciativas


postado em 23/01/2017 06:03 / atualizado em 23/01/2017 15:42

O Colégio La Salle, em Águas Claras, investe em sistemas que aproveitam a água da chuva para o reúso em hortas, jardins e lago dos peixes(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O Colégio La Salle, em Águas Claras, investe em sistemas que aproveitam a água da chuva para o reúso em hortas, jardins e lago dos peixes (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


Em meio à crise hídrica de Brasília, que há uma semana vive sob esquema de rodízio no fornecimento de água, a cidade pensa em alternativas de utilização e de reúso para evitar o desperdício. O aproveitamento de águas pluviais é uma solução simples e rentável. Mas a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) estabelece normas para tais procedimentos a fim de evitar a contaminação da água tratada distribuída pela empresa, assim como fixa critérios para o lançamento dos efluentes desses sistemas na rede pública de esgoto (leia Para saber mais).
 
 
Em Águas Claras, o Colégio La Salle faz tanto o aproveitamento da chuva como também adotará o reúso de água de esgoto para a irrigação de hortas e jardins e a manutenção do lago dos peixes. Para isso, a escola implantou uma estação de tratamento que começará a funcionar assim que finalizar o processo de licenciamento. O Instituto Brasília  Ambiental (Ibram) fez a vistoria, segundo Paulo Gregorio, sócio da empresa Gasstelecomm Ambiental e um dos responsáveis técnicos da obra. Segundo ele, a estrutura terá capacidade para tratar até 175 metros cúbicos de água por dia, o equivalente a tomar 1,2 mil banhos de 15 minutos ou encher duas piscinas olímpicas. “Outro ganho é que a estação fará o tratamento biológico com eficiência de até 98% de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio)”, contou.

A construção da estação de tratamento de esgoto (ETE) na escola — um complexo de 20 hectares — começou em setembro de 2015 e recebeu um investimento de cerca de R$ 1 milhão. O La Salle, como grande parte das edificações de Águas Claras, ainda conta com fossas sépticas, unidades de tratamento primário. O vice-diretor da instituição, Eucledes Casagrande, considera que “este projeto tem o objetivo de formar uma vila ecológica no futuro”. Ele disse, ainda, que todo o fornecimento da água da piscina é feita com a reutilização de águas pluviais.

Para a supervisora pedagógica do La Salle, Tânia Payne, a iniciativa surgiu da demanda de professores no âmbito do programa Brasília Sustentável e de uma necessidade dos alunos do ensino médio nas cadeiras de física, biologia e química. “A estação de tratamento de esgoto servirá como um laboratório e como roteiro de aprendizagem. Os nossos estudantes percebem a necessidade de cuidar, preservar e economizar a água, bem tão valioso nos dias de hoje”, afirmou.

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