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Correio Braziliense

Moradores da Asa Sul formam comunidade que sustenta a agricultura

Em uma chácara no Lago Oeste, a parceria com produtores orgânicos garante alimentação saudável todos os dias


postado em 30/01/2017 05:59 / atualizado em 30/01/2017 16:44

Tancredo Maia, 69 anos, diz que, quando a comunidade chegar a 40 integrantes, a produção da chácara estará garantida(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Tancredo Maia, 69 anos, diz que, quando a comunidade chegar a 40 integrantes, a produção da chácara estará garantida (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Imagine receber alimentos orgânicos na porta de casa. Produtos produzidos com a sua ajuda. Assim como o nome, eles estão livres de agrotóxicos, e você pode acompanhar e participar de todo o processo até chegar à sua mesa. Foi isso que os moradores da 706 Sul quiseram fazer. Eles formaram um grupo de 11 pessoas e criaram, em dezembro do ano passado, a Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA) chamada Verde que te Quero Verde. Na semana passada, eles participaram do primeiro dia de plantio da chácara, localizada no Lago Oeste.

A CSA funciona com parceria entre os produtores orgânicos e os membros da comunidade, denominados coagricultores. Assim, a produção passa a fornecer os produtos plantados e colhidos aos participantes, que ajudam com a contribuição financeira do espaço. Toda  semana, após a colheita, eles recebem mais de 10 itens de verduras, frutas e legumes em casa. Como eles prezam pela safra natural, os alimentos passam pelo processo voluntário de crescimento, ou seja, sem a ajuda de produtos que alterem a propriedade daquilo que será ingerido. Assim, eles esperam o tempo certo de cada fruto para consumo. Para a funcionária pública e participante da comunidade, Teresa Zanolla, 53 anos, a ideia é aproveitar o que a terra vai ofertar de volta. “Agora somos adaptados ao que ele (o agricultor) oferecerá. Não é uma cultura forçada. Cada produto tem sua época”, diz.


Saúde

O grupo conta que, no Brasil, há cerca de 60 CSAs. Desse total, 21 estão em Brasília. De acordo com a conselheira de direitos humanos, Moema do Prado, 57 anos, a ideia do projeto é que eles possam ter alimentação saudável, procedente de melhores condições ambientais e com a vantagem de conhecer e confiar em quem produz o que é consumido em casa. “Você sai da cultura do preço e entra na cultura do apreço. O apreço pela comida saudável, o apreço pela terra, pela valorização do agricultor. Ainda mais que estamos falando em orgânico. Esse apreço é que faz a diferença”, afirma.

A farmacêutica Patrícia Teixeira, 43 anos, acredita que o projeto vai na contramão do que acontece hoje nos mercados, já que muitas pessoas optam pelos produtos enlatados. Além disso, para ela, é uma oportunidade de participar do processo do alimento até chegar à mesa de casa. Além disso, na cozinha, o menu mudou bastante. Por ter duas filhas, uma de 8 meses e outra de 13 anos, agora ela consegue dizer exatamente o que está sendo ingerido. Antes, o problema era não conseguir achar os produtos orgânicos em feiras e, agora, a facilidade é aproveitar a mudança de sabor da fruta, dos legumes, e atestar a condição mais saudável com que eles são preparados. “Se eu tenho a oportunidade de oferecer para mim e para minha família um produto mais saudável, por que não? É questão do livre arbítrio de cada um”, afirma.

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