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Correio Braziliense

Bloco Essa boquinha eu já beijei promete inclusão ao som de funk nacional

O bloquinho se concentra no Setor Comercial Sul. Foliões curtem funk e músicas da década de 90


postado em 28/02/2017 18:09 / atualizado em 28/02/2017 18:37

Ver galeria . 6 Fotos Luis Nova/Esp/CB
(foto: Luis Nova/Esp/CB )

 
No último dia de carnaval, o bloquinho Essa boquinha eu já beijei conseguiu reunir um grupo bem diversificado de foliões no Setor Comercial Sul. Ao som de funk nacional e músicas da década de 90, a festa, que se propõe a ser uma das mais inclusivas, feministas e contra o preconceito, fecha com chave de ouro o período carnavalesco da cidade. 
 

Para alguns, a folia não para por aqui. Empolgada, a cineasta Marina Lima, 22 anos, uma das mais purpurinadas da festa, já está com a passagem comprada para passar o pós-carnaval no Rio de Janeiro. “A festa aqui em Brasília é muito boa, mas quero continuar”, conta. Cheia de brilho dourado no rosto, no colo e nos braços, Marina não sabe definir a fantasia que está usando. “Já falaram que eu sou o Oscar, sereia e até a Beyoncé. Mas eu só quis encher meu corpo de purpurina mesmo”, admite a cineasta, que tem participado de todos os bloquinhos nos últimos dias. 
 
Marina Lima não tem fantasia.
Marina Lima não tem fantasia. "Só quis encher meu corpo de purpurina mesmo", disse (foto: Luis Nova/Esp.CB/D.A Press)
 

A amiga, Alexandra Kopp, 21, também cineasta, conta que gastou dois sacos e um tubo de gliter neste carnaval. “Viemos em todos os blocos, a gente chega cedo e vai migrando. Escolhemos o Essa boquinha eu já beijei por ter essa proposta inclusiva porque, em geral, os bloquinhos estão muito machistas”, critica. 

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