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Correio Braziliense

Maioria dos brasilienses aprova desobstrução da orla do Lago, diz pesquisa

Mas da metade dos entrevistados acredita, no entanto, que a ação não resolveu o problema, e 8% são contrários


postado em 03/04/2017 12:20 / atualizado em 03/04/2017 15:25

Ação chegou à QL 8 do Lago Norte em março deste ano(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
Ação chegou à QL 8 do Lago Norte em março deste ano (foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
 
Segundo pesquisa de satisfação feita pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), 80% das pessoas entrevistadas consideram a operação de desobstrução da Orla do Lago Paranoá boa ou ótima. Mais da metado (52%), no entanto, acreditam que a ação não resolveu o problema, e 8% são contrários à desocupação da área. O levantamento, divulgado em coletiva que contou com a presença do governador Rodrigo Rollemberg, na manhã desta segunda-feira (3/4), foi elaborado pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e ouviu 4.377 pessoas. 
 
 
Os questionários foram aplicados por telefone durante o mês de março. Ainda de acordo com a pesquisa, 76% das pessoas acham que a grilagem de terras gera prejuízo. No entanto, esse dado varia a depender da renda populacional. Moradores com menor renda acreditam que o maior problema são os hospitais superlotados, enquanto aqueles com maior renda reclamam da falta de água como maior consequência da grilagem.
 
“O que a gente percebe muito claramente com essa pesquisa é que a população quer viver dentro da legalidade, dentro da ordem. Por outro lado, a pesquisa mostra muito claramente uma percepção da população dos prejuízos que a grilagem e a ocupação desordenada do solo trazem para a cidade”, disse Rollemberg.
 
Além disso, as soluções para o problema divergem. Para 30%, ele pode ser resolvido por meio do combate às invasões, enquanto para a população de baixa renda, o ideal é que mais programas de moradia sejam oferecidos à população. 

Sobre o trabalho da Agefis, 51% dos entrevistados avaliam como boa ou ótima, 34% são neutros, e 15% não aprovam. Segundo a pesquisa, 60% dos brasilienses acreditam que o trabalho é feito tanto em regiões nobras quanto nas áreas mais pobres. 

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