Na tarde desta terça-feira (4/4), um servidor público, que preferiu não se identificar, presenciou uma cena que acabou gerando desconforto aos passageiros que estavam no ônibus Piracicabana, da linha 0.620. De acordo com esse passageiro, por volta das 13h30, ele tomou o ônibus que faz o trajeto Rodoviária do Plano Piloto para Planaltina quando se deparou com 18 cobradores e motoristas que entraram pela porta de trás do transporte e ocuparam todos os assentos da parte de trás.
;Esperei na fila por bastante tempo e quando entrei no ônibus, vi que teria que seguir a viagem em pé, pois os bancos do fundo do transporte estavam todos ocupados com os funcionários. Não acho que seja um absurdo o fato de eles desfrutarem da ;passagem gratuita;, mas creio que é preciso um limite na quantidade de funcionários por ônibus;, contou o passageiro. Ele afirmou ainda que, durante a viagem, uma senhora que também se encontrava em pé no ônibus, reclamou com os funcionários e estes foram mal educados e começaram a intimidar os passageiros. ;Eles falaram que tinham direito de irem sentados, pois estavam trabalhando desde cedo. Também foram grosseiros e falaram para um estudante que ;ele deveria ir sempre em pé no ônibus, pois não paga a passagem; quando este reclamou da falta de assentos;, completou. O servidor acrescentou que esta situação não é incomum e que acontece quase que diariamente: ;Pego esse ônibus todo dia e sempre vem cobradores e motoristas junto. O mínimo que já vi entrando por trás foram seis;.
Em nota, o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) esclareceu que os rodoviários têm acesso gratuito aos ônibus, de acordo com o Acordo Coletivo da categoria. Para ter esse acesso liberado, os funcionários precisam apenas estar uniformizados. O órgão também frisou que o acordo não traz qualquer limitação de acesso aos ônibus por parte dos funcionários. A empresa Piracicabana informou que de fato o direito de acesso é gantido à todos os funcionários, porém completa que é necessário ter bom senso na hora da utilização do acesso.