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Correio Braziliense

Presos suspeitos de cometer feminicídio em Taguatinga

O crime teria sido motivado por ciúmes. Um dos presos era namorado de Natália Cristina Dantas da Costa, 19 anos, morta a tiros na frente de casa


postado em 06/04/2017 12:43 / atualizado em 06/04/2017 17:02

A vítima foi morta a tiros na frente de casa(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
A vítima foi morta a tiros na frente de casa (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
 
Dois homens suspeitos de matar a tiros a jovem Natália Cristina Dantas da Costa, 19 anos, estão presos na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga. A jovem foi morta na frente da casa onde morava, na QSF 1, em 21 de fevereiro deste ano.
 
Um dos detidos é o namorado dela, Vitor Lima Ferreira, 20, suspeito de efetuar os disparos. Ele foi encontrado pela polícia na tarde de quarta-feira (5/4) em um hotel da cidade. O outro é Claudiney Gomes, 19, suspeito de colaborar com o crime. Ele foi preso enquanto dormia em casa, nesta quinta-feira (6/4). 
 

O crime teria sido motivado por ciúmes, de acordo com o delegado Raimundo Vanderly Alves de Melo, responsável pelo caso. Vitor Lima teria descoberto que a jovem, com quem se envolvia há um ano, visitava o ex-namorado no Complexo Penitenciário da Papuda. Com a suspeita de estar sendo traído, o homem teria tirado a vida da jovem. 

Natália Cristina estava em casa no dia do assassinato, com amigos. Ela teria sido atraída por Claudiney Gomes para a calçada, onde Victor a esperava com uma arma. Duas cápsulas de bala foram encontradas no tórax da garota, que morreu na hora. 
 
Victor Lima, também conhecido como “Vitinho”, não confessou o crime. Segundo ele, só teria visto a vítima duas vezes e depois tido a notícia da morte. Ele também nega qualquer vínculo com Claudiney Gomes, o “Chuca”.

Os criminosos devem permanecer detidos até que a prisão temporária seja convertida em preventiva. Vitinho já tem passagens por tentativa de homicídio, roubo e tráfico. Chuca também tem passagem por tráfico.
 
O caso é investigado como feminicídio pela 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga).

Memória

O crime aconteceu à luz do dia. À época, a polícia considerava o assassinato como homicídio e não dispensava que a motivação fosse acerto de contas.

No momento do crime, Natália estava em casa com dois amigos. Ela e os dois acusados tinham uma relação de proximidade e por isso não teria suspeitado quando Claudiney a chamou na porta de casa. 

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