Jornal Correio Braziliense

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Bombeiros fazem buscas em região do Lago onde foi encontrado corpo de bebê

O corpo de um bebê, de aproximadamente oito meses de idade, foi visto boiando no Lago Paranoá nas imediações da Península dos Ministros

Equipes do Corpo de Bombeiros retomaram, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (10/4), as buscas na região onde o corpo de um bebê foi encontrado boiando no domingo (9/4). A corporação trabalha com duas frentes: a primeira é de que a criança tenha sido jogada por alguém no local em um ato criminoso; a outra é de que a criança estivesse com outra pessoa no lago e que também tenha se afogado. Por isso, as buscas devem continuar até por volta das 21h.

[SAIBAMAIS]A criança, com idade aproximada de oito meses foi encontrada morta nas imediações da Península dos Ministros, à altura da QL 12 do Lago Sul. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h após um homem, que andava de jet ski no local, afirmar que tinha avistado a criança. O bebê, um menino, estava com calça de moletom amarela e uma regata com desenhos de barcos. Com o bebê, havia uma chupeta azul presa à roupa por uma fita também azul. Um broche com a imagem de um hipopótamo estava preso às vestimentas. Segundo o Corpo de Bombeiros, a criança não apresentava marcas ou sinais de violência.

O resgate do corpo foi feito em uma lancha dos bombeiros. A corporação transportou o corpo do bebê até o Ponto Avançado do Corpo de Bombeiros (Setor de Clubes Esportivos Sul). Logo depois, o corpo foi recolhido ao Instituto de Medicina Legal (IML).

Investigação

Pelas condições do corpo do bebê, o Corpo de Bombeiros trabalha com a hipótese de que a morte tenha ocorrido há dois ou três dias. ;Em situações de afogamento, demora, no mínimo, 48h para o corpo da criança boiar;, explica o oficial. O tempo para que o corpo de um adulto boie é o mesmo, mas pode chegar a 72h. ;Se realmente for o caso de ter algum outro corpo, pode estar em outras regiões que não ali no ponto onde foi encontrada a criança;, arrisca Lourival.

A análise do major tem como fundamento a correnteza na região. ;Aquela área é perigosa. Embora a gente não veja, há uma corrente ali. O próprio bebê, por ter um peso menor, pode ter sido arrastado para um ponto mais distante ao se afogar;, conclui. A investigação está por conta da 10; Delegacia de Polícia, responsável pelo Lago Sul e pelos condomínios da região.

Com informações de Ricardo Dahen