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Correio Braziliense

Lixão da Estrutural começará a fechar em agosto deste ano

O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (10/5) pelo Governo do Distrito Federal. A promessa é que os catadores de lixo reciclado transferidos para sete galpões equipados, além do Aterro Sanitário de Samambaia.


postado em 10/05/2017 10:37 / atualizado em 11/05/2017 00:05

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
Após quase 60 anos de funcionamento e por conta da lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, o Lixão da Estrutural tem nova data para acabar: a partir de agosto -até no máximo outubro, o lugar já deve estar de fechado. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (10/5) pelo Governo do Distrito Federal. A promessa é que os catadores de lixo reciclado transferidos para sete galpões equipados, além do Aterro Sanitário de Samambaia. 
 
  
O maior lixão a céu aberto da América Latina já tinha ordem para ser encerrado em 2011. Em 2014, o Tribunal de Justiça (TJDFT) do Distrito Federal acatou o pedido do Ministério Público do DF (MPDFT) de multar em R$ 1 milhõa o Serviço de Limpeza Urbano (SLU) por não ter fechado o lugar nesta época. Em outro processo, o SLU também foi condenado a pagar multa de mais de R$ 9 milhões, e a empresa Valor Ambiental de R$ 4 milhões. Porém, o governo informou que o adiamento era devido aos atrasos nas obras do aterro sanitário, e com isso, não era havia outra forma de processar o lixo recolhido. Assim, o executivo também conseguiu adiar o pagamento das multas. 
 
Inaugurado em janeiro deste ano, o aterro foi projeto para comportar 8,13 milhões de toneladas de rejeitos - materiais não reutilizáveis - e, com isso, ter vida útil de aproxidamente 13 anos. Hoje, o Lixão da Estrutural acumula 40 milhões de toneladas de detritos. O maciço - nome técnico para a parte central onde é disposto o lixo domiciliar - tem 55 metros de altura.  
 
Para realocar os catadores de lixo que tiram sustento do Lixão, serão construídos sete galpões. A previsão é que todos fiquem prontos em 18 meses, e enquanto isto, outros seis serão alugados para dar continuidade aos trabalhos. Depois da transferência de todos os funcionários, o Lixão receberá apenas resíduos da construção civil, o que não polui o meio ambiente, e nem gera condições de trabalho insalubres. Cada galpão deve custar cerca de R$ 5 milhões. 

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