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Correio Braziliense

Crianças da Estrutural se admiram na exposição The art of the brick

Alunos de curso de Lego na Estrutural têm a oportunidade de visitar exposição de esculturas feitas com as famosas pecinhas, vistas por mais de 300 mil pessoas em São Paulo e Rio de Janeiro, e que já ocuparam mais de 80 museus e espaços culturais em 12 países


postado em 10/05/2017 11:32 / atualizado em 10/05/2017 15:40

(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)
(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)

 
Tudo começa com a primeira peça. A partir daí, basta alimentar a imaginação e ir longe. Foi assim que o artista norte-americano Nathan Sawaya deu vida às 83 esculturas feitas com 1 milhão de tijolinhos de Lego e que podem ser visitadas pelos brasilienses até 4 de junho no shopping Iguatemi, na exposição The art of the brick. A pequena Ericka Emanuelle da Costa e Silva, 9 anos, nunca havia pensado que as peças com que costuma trabalhar no curso de qualificação social no Centro Olímpico e Paralímpico da Estrutural poderiam se transformar em verdadeiras obras de arte, como um dinossauro de 6 metros de comprimento, pessoas em tamanho real expressando suas emoções e até quadros famosos no mundo inteiro em 3D, como O grito, de Edvard Munch.
 

Nessa terça-feira (9/5), Ericka e outros 51 colegas de 7 a 11 anos da Estrutural tiveram a oportunidade de chegar pertinho e apreciar cada uma das obras de Sawaya sem pagar nada. A aventura começou no ônibus e continuou ao entrar no shopping, descer as escadas rolantes e chegar num ambiente montado especialmente para a exposição. A primeira para a maioria das crianças. Com o celular em mãos, Ericka fez questão de fotografar todas as esculturas que conseguiu. “Quero mostrar as fotos para minha mãe, meu pai, meus irmãos e meus amigos que não puderam vir. Achei muito legal vir aqui para aumentar a consciência e aprender muito mais. Já montei dinossauro, coisas humanas, mas nada tão grandão assim. Tem que ter muita paciência para fazer tudo isso, né? Acho que demora um século”, comentou a estudante.
 
(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)
(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)
 

O mais interessante para Keven Ryan Frazão Viana, 10, foi interagir com algumas obras. “Nunca tinha visto isso antes. Não pensava que dava para fazer isso tudo com Lego. Gostei do cara sentado na poltrona e de sentar do lado dele”, destacou. Levar a garotada para a exposição foi um estímulo à criatividade, segundo Saleth Araújo, coordenadora de qualificação social e membro da equipe pedagógica da Fundação Assis Chateaubriand no Centro Olímpico e Paralímpico da Estrutural. “É um estímulo a mais para que desenvolvam novas montagens e se sintam mais motivados a preparar o material nas aulas. A ideia é tornar o Lego ainda mais atrativo para eles. Dessa forma, conseguem ver algo além do que a gente traz em sala”, explica Saleth.

Arte para todos


Para a diretora da exposição, Tânia Tápias, abrir as portas para pessoas com baixo poder aquisitivo é uma forma de democratizar o acesso à arte. “O acesso à cultura no Brasil é difícil para pessoas de pouco poder aquisitivo. Queremos dar essa oportunidade a crianças carentes de Brasília e oferecer preços mais acessíveis a escolas”, explica. A expectativa é receber cerca de 6mil estudantes nos dias úteis, quando o movimento é menor.
 
(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)
(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A Press)
 

Grupos de escolas e entidades que tiverem interesse em visitar a exposição podem entrar em contato pelo telefone (61) 3247-5277. A exposição The art of the brickestá aberta para visitação até 4 de junho no shopping Iguatemi. Para o público em geral, o valor do ingresso é de R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Classificação livre.

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