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Correio Braziliense

Jovem que teve mão dilacerada segue internado no Hospital de Base

O estudante catarinense perdeu parte da mão e três dedos. Uma bomba estourou na mão dele durante protesto contra Temer


postado em 25/05/2017 12:47 / atualizado em 25/05/2017 23:05

(foto: Reprodução/Vídeo)
(foto: Reprodução/Vídeo)

 
O jovem catarinense que teve a mão dilacerada no protesto contra o presidente Michel Temer, na quarta-feira (25/5), passou por um procedimento cirúgico e não tem previsão de alta. O estudante de física Vitor Rodrigues Fregulia, 21 anos, perdeu uma parte da mão e três dedos. Ele continua internado no Hospital de Base do DF. 
 

Em nota, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o quadro de Vitor permanece estável e que está "respirando espontaneamente", sem ajuda de aparelhos. Segundo testemunhas, o rapaz teria pegado uma bomba do chão e tentou lançá-la para longe de onde estava. Contudo, o artefato explodiu e mutilou a mão do rapaz antes de ele lançá-la.
 

Paciente com olho atingido 

Outro manifestante ferido no ato de quarta, Clementino Nascimento Neto, de 35 anos, foi atingido, supostamente, por um tiro de bala de borracha na altura do olho esquerdo. Ele foi avaliado, medicado e teve alta da emergência com solicitação de retorno após 24 horas.
 
A Secretaria de Saúde, contudo, não soube informar se ele corre risco de perder a visão do olho afetado. Ele, inicialmente, foi levado para o HRAN, mas devido à gravidade do ferimento, foi transferido ao HBB, onde passou por uma cirurgia de urgência. 

Daniel Sabino, cirurgião geral que atendeu o rapaz, afirmou ao Correio que ele foi, provavelmente, atingido por um tiro de borracha. O disparo acertou o globo ocular do paciente. "Esse senhor provavelmente perderá a visão de um olho. Não consigo conceber que as pessoas achem a repressão algo normal", detalhou Sabino.
 
Ver galeria . 39 Fotos Renato Alves/CB/D.A Press
(foto: Renato Alves/CB/D.A Press )
 

Suposto uso de arma de fogo 

Outro homem teria sido atingido por um disparo de arma de fogo no maxilar. De identidade não revelada pela Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), o homem de 35 anos, que veio de Goianésia (GO), foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e não teve o estado de saúde divulgado pelas autoridades do DF. 

A corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) investiga se o tiro que atingiu o homem saiu de uma arma da PM ou de algum manifestante.
 
Após o confronto na Esplanada dos Ministérios, 45 pessoas deram entrada na rede pública do DF. Destas, 35 foram direcionadas ao HBB e 10 receberam assistência do governo de Brasília no Hospital Regional da Asa Norte e foram liberados.
  

Exército nas ruas  

O presidente Michel Temer chegou a convocar as Forças Armadas na tarde de quarta. A decisão, divulgada em rápido pronunciamento do ministro da Defesa, Raul Jungmann, seguiria até 31 de maio. No entanto, na manhã desta quinta-feira (25/5), Jungmann fez novamente um comunicado informando que Temer revogou o decreto de convocação do exército.

Como justificativa, Temer declarou que a revogação foi possível "considerando a cessação dos atos de depredação e violência e o consequente restabelecimento da Lei e da Ordem no Distrito Federal, em especial na Esplanada dos Ministérios".


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