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Correio Braziliense

Brasília terá protestos nesta terça-feira; trânsito não será fechado

Segundo a Polícia Militar, são esperadas cerca de 10 mil manifestantes na Esplanada dos Ministérios; esquema especial de segurança durante o julgamento da chapa Dilma-Temr terá mil policiais por dia


postado em 05/06/2017 17:40 / atualizado em 05/06/2017 23:22

(foto: AFP PHOTO/Pedro LADEIRA)
(foto: AFP PHOTO/Pedro LADEIRA)

 
A Polícia Militar do Distrito Federal divulgou detalhes do esquema de segurança que será feito durante o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir desta terça-feira (6/6). Apesar de ainda não haver um número oficial, a corporação estima que entre cinco e 10 mil pessoas participem de uma manifestação na Praça dos Tribunais Superiores. Por isso, mil policiais vão trabalhar na região em cada dia do julgamento.
 
 
Inicialmente, não há previsão de interdição no trânsito na Esplanada dos Ministérios. Apenas os dois balões próximos ao TSE serão fechados, o que não deve interferir no fluxo de veículos na via L4. "Nós vamos ter um cenário mais adequado. As próprias centrais sindicais estão aguardando para saber a quantidade média de pessoas que estarão presentes. Com base nisso, vamos poder definir a necessidade de isolamento ou não de determinadas áreas", explicou o subchefe do Departamento Operacional da PMDF, Coronel Julian Pontes.
 
A operação da PMDF será dividida em três fases. A primeira delas começou no domingo (4/6), com vistorias em ônibus que chegaram ao DF trazendo manifestantes e estão estacionados no estádio Mané Garrincha. A segunda fase começa às 23h de hoje, quando serão estabelecidos os pontos de controle do trânsito, e o TSE será isolado. Já a terceira etapa, está prevista para começar na terça, às 19h, junto com o julgamento na Corte.

O acesso ao TSE será restrito a funcionários, advogados e às partes envolvidas no processo. Os trabalhos nos três tribunais superiores (Eleitoral, do Trabalho e Superior Tribunal de Justiça) será mantido. Os manifestantes devem se concentrar em um estacionamento próximo ao local. Ao contrário do que vem acontecendo nos últimos protestos, os manifestantes não serão revistados. Eles, no entanto, serão monitorados por grupos táticos e policiais à paisana. 

Não há previsão de atos na Esplanada dos Ministérios. Mesmo assim, um grupo de policiais será deslocado para o Congresso Nacional. A PMDF também fará o controle de algumas Embaixadas próximas ao TSE, especialmente a dos Estados Unidos.

Participam da operação especial os batalhões de Choque (BPChoque), Patrulhamento Tático Móvel (Patamo), Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam) e Trânsito (BPTrans), além do Regimento de Policiamento Montado (RPMon, a cavalaria da PMDF).

Julgamento

Depois de um hiato de dois meses, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma, nesta terça-feira, a análise do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer, feita pelo PSDB, por abuso de poder econômico. Interrompido no início de abril, após uma queixa dos advogados do PMDB e do PT em relação a um suposto cerceamento de defesa e de um pedido do Ministério Público Eleitoral para colher os depoimentos dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, o julgamento se reinicia em um cenário completamente diferente. O governo de Michel Temer enfrenta uma crise política aguda após as delações da JBS, dois novos ministros compõem o colegiado e as respectivas defesas ressuscitaram a pressão para que o processo retomasse o escopo original — a campanha de 2014, desprezando delações da Odebrecht, e, obviamente, as acusações feitas pelo empresário Joesley Batista.

Com todas essas imponderabilidades, a única aposta mais concreta é de que esse julgamento não se encerrará esta semana. É muito provável que haja um pedido de vistas e as hipóteses mais recorrentes recaem sobre o ministro Napoleão Nunes Maia, ou os dois calouros do colegiado — Admar Gonzaga ou Tarcísio Vieira de Carvalho Neto. Um defensor que estará no centro da contenda rebateu a tese de que, se isso ocorrer, não será uma questão meramente protelatória. “O processo é complexo e só quem tem conhecimento do completo teor dele é o relator Hermann Benjamin e, em tese, os advogados das duas partes. Nenhum ministro tem completo domínio das acusações e das provas produzidas até o momento”, justificou esse advogado.
 
* Estagiária sob supervisão de Ana Letícia Leão

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