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Correio Braziliense

Operação Naum é deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira

A investigação é um desdobramento da Operação Miqueias, realizada no Distrito Federal em 2013, e visa desmantelar esquema de fraudes em aplicações Igeprev/TO


postado em 27/06/2017 23:19 / atualizado em 27/06/2017 23:41

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27/6), a Operação Naum, desdobramento da Operação Miqueias realizada no Distrito Federal. A investigação tem o objetivo de desarticular suposta organização criminosa que operava esquema de fraudes em aplicações do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev/TO) em fundos problemáticos que geraram enormes prejuízos ao instituto, mediante pagamento de vantagem indevida.
 
Policiais federais estão cumprindo medidas judiciais nos estados do Tocantins, Goiás, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
 
 
Auditorias realizadas pelo Ministério da Previdência Social e sindicância feita pelo próprio Igeprev apontam que o instituto reiteradamente efetuou aplicações em desacordo com os limites e modalidades de aplicação permitidas pela resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), bem como em fundos problemáticos com alto risco de perdas.
 
Foi apurado prejuízo ao erário de cerca de R$ 260 mil. Também foram constatadas aplicações no montante de R$ 1,176 milhões em 27 fundos sem liquidez e com possíveis prejuízos.
 
Dentre os profetas menores do velho testamento, Naum vem depois de Miquéias. Assim, o nome da operação foi escolhido para lembrar a relação de sucessão entre as duas investigações.
 

Operação Miqueias

 
Deflagrada em 2013, a Operação Miquéias visava desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma de lavagem de dinheiro e outra de má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas. Foi a primeira operação da história da Polícia Federal no combate a esta espécie de crime.
 
Mais de trezentos policiais cumprirarm 102 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva, 22 de prisão temporária e 75 de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Amazonas e Rondônia.
 
Entre as inúmeras células criminosas das organizações, foram individualizados núcleos distintos que contavam, inclusive, com a participação de policiais civis do Distrito Federal, responsáveis pela “proteção” da quadrilha.
 
Os presos e indiciados tiveram de responder, na medida de suas participações, pelos crimes de gestão fraudulenta, operação desautorizada no mercado de valores mobiliários, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
 

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