[SAIBAMAIS]Cinco dias após o crime, o único mistério é a arma. O delegado Gleyson Gomes Mascarenhas, adjunto da 5; DP, disse ontem que O advogado do réu prometeu conversar com o cliente para saber onde está o revólver. Até o fechamento desta edição, no entanto, a defesa do réu não deu qualquer pista sobre a arma nem se pronunciou sobre o caso. Lucas Albo também não deu depoimento formal. Ele continuava na carceragem do Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil, sem previsão de transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda.
Em conversa informal com o delegado Gleyson Mascarenhas, responsável pelo caso, Lucas Albo alegou que a vítima e amigos tentaram agredi-lo antes dos dois disparos à queima-roupa que matou o DJ. Porém, a investigação aponta que o autor premeditou o crime e agiu por ciúmes. Imagens das câmeras do Conic mostram Lucas na esperita, à espera da vítima. Assim que viu Yago, Lucas se aproximou e, sem dizer uma palavra e ser agredido, deu os tiros. As imagens ainda mostram ele deixando o centro comercial sem ser incomodado por ninguém.
A premeditação do crime é reforçada pelas circunstâncias do ocorrido na manhã de domingo, na saída de uma festa no Conic. ;Houve uma briga na festa e o Lucas foi retirado da boate. Ele foi em casa e, horas depois, regressou ao Conic. Lá, ficou esperando, na tocaia, a vítima. A principal motivação, até agora, é o ciúme. Não trabalhamos com outra hipótese;, ressaltou o delegado Rogério Oliveira, chefe da 5; DP. O acusado chegou a mandar ameaças de morte, via WhatsApp, para o celular da então namorada, que estava no grupo de Yago.
Lucas também contou aos investigadores que se escondeu em hotéis do Plano Piloto e de Alto Paraíso (GO), na região da Chapada dos Veadeiros. ;Mas não chegou a ir para a casa dos pais, já que estávamos monitorando;, observou o delegado Gleison Mascarenhas. Lucas mora em um condomínio da região do Jardim Botânico.
Ficha extensa
O prazo inicial para o fim do inquérito da PCDF é de 10 dias, a contar da data da prisão. Lucas foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, pela motivação torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ameaça e injúria. Se condenado, pode pegar de 15 a 30 anos de prisão. Como adulto, tem duas passagens por porte de droga e uma por furto em comércio, além de disparo de arma de fogo, ameaça, corrupção de menores, porte ilegal e furto de arma. Ele já havia sido preso duas vezes.