Cidades

Arma usada por Lucas Albo para matar DJ no Conic continua desaparecida

Preso quarta-feira, após uma negociação, estudante de direito confessou ter matado o DJ Yago Sik com dois tiros, mas não prestou um depoimento formal nem contou onde está o revólver

Gabriella Bertoni - Especial para o Correio
postado em 07/07/2017 06:00
Estudante de direito, Lucas Albo, 22 anos, tem uma longa ficha criminal, acrescida agora de um homicídio
Investigadores da 5; Delegacia de Polícia (Área Central) esperam encontrar a arma usada no crime para encerrar o inquérito sobre o homicídio do DJ Yago Linhares Sik, 23 anos, morto com dois tiros no início da manhã de domingo, no Conic. Os policiais confiam em uma prometida contribuição do advogado do assassino confesso, o estudante de direito Lucas Albo de Oliveira, 22. Agentes o prenderam em casa, quarta-feira, após uma entrega negociada.
[SAIBAMAIS]Cinco dias após o crime, o único mistério é a arma. O delegado Gleyson Gomes Mascarenhas, adjunto da 5; DP, disse ontem que O advogado do réu prometeu conversar com o cliente para saber onde está o revólver. Até o fechamento desta edição, no entanto, a defesa do réu não deu qualquer pista sobre a arma nem se pronunciou sobre o caso. Lucas Albo também não deu depoimento formal. Ele continuava na carceragem do Departamento de Polícia Especializada da Polícia Civil, sem previsão de transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Em conversa informal com o delegado Gleyson Mascarenhas, responsável pelo caso, Lucas Albo alegou que a vítima e amigos tentaram agredi-lo antes dos dois disparos à queima-roupa que matou o DJ. Porém, a investigação aponta que o autor premeditou o crime e agiu por ciúmes. Imagens das câmeras do Conic mostram Lucas na esperita, à espera da vítima. Assim que viu Yago, Lucas se aproximou e, sem dizer uma palavra e ser agredido, deu os tiros. As imagens ainda mostram ele deixando o centro comercial sem ser incomodado por ninguém.

A premeditação do crime é reforçada pelas circunstâncias do ocorrido na manhã de domingo, na saída de uma festa no Conic. ;Houve uma briga na festa e o Lucas foi retirado da boate. Ele foi em casa e, horas depois, regressou ao Conic. Lá, ficou esperando, na tocaia, a vítima. A principal motivação, até agora, é o ciúme. Não trabalhamos com outra hipótese;, ressaltou o delegado Rogério Oliveira, chefe da 5; DP. O acusado chegou a mandar ameaças de morte, via WhatsApp, para o celular da então namorada, que estava no grupo de Yago.

Lucas também contou aos investigadores que se escondeu em hotéis do Plano Piloto e de Alto Paraíso (GO), na região da Chapada dos Veadeiros. ;Mas não chegou a ir para a casa dos pais, já que estávamos monitorando;, observou o delegado Gleison Mascarenhas. Lucas mora em um condomínio da região do Jardim Botânico.


Ficha extensa

O prazo inicial para o fim do inquérito da PCDF é de 10 dias, a contar da data da prisão. Lucas foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, pela motivação torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ameaça e injúria. Se condenado, pode pegar de 15 a 30 anos de prisão. Como adulto, tem duas passagens por porte de droga e uma por furto em comércio, além de disparo de arma de fogo, ameaça, corrupção de menores, porte ilegal e furto de arma. Ele já havia sido preso duas vezes.

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