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Correio Braziliense

Frio deve continuar até domingo no DF e registrará até 10ºC

O Distrito Federal registrou, na quarta (19/7), a menor temperatura do ano, com 7,4ºC na Ponte Alta, no Gama


postado em 20/07/2017 06:00 / atualizado em 20/07/2017 07:31

A enfermeira Maricélia Barros, 49 anos, diz que sofre com o frio:
A enfermeira Maricélia Barros, 49 anos, diz que sofre com o frio: "Sou muito friorenta. Então, me equipo com casacos, calça e cachecol para aguentar o percurso, que dura quase duas horas" (foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)

A tão propagada frente fria, que passou pelo Sul do Brasil, finalmente chegou ao Centro-Oeste, fazendo os termômetros despencarem. O Distrito Federal registrou, ontem, a menor temperatura do ano, com 7,4ºC na Ponte Alta, no Gama. Mas, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a sensação térmica ficou igual, devido ao vento fraco. A tendência é que o frio continue até domingo, com a mínima podendo chegar a 10ºC. O céu deve ficar parcialmente nublado a nublado.
 
 
A explicação para o frio que acontece na capital é a massa de ar polar vinda da Argentina. Ela traz um novo momento de friagem para as regiões Sul, Centro-Oeste, Sudoeste e sul da região Norte. A expectativa é que haja uma incursão de massa de ar frio pelo continente, e isso fará com que as temperaturas fiquem mais baixas. Na região Sul, a tendência é de termômetros abaixo de 0ºC em algumas localidades, até o fim de semana.

Amanhecer em Brasília: céu fica de claro a parcialmente nublado nesta quinta(foto: Minervino Junior/CB/DA Press)
Amanhecer em Brasília: céu fica de claro a parcialmente nublado nesta quinta (foto: Minervino Junior/CB/DA Press)


O meteorologista Hamilton Carvalho, do Inmet, explica que região brasileira é afetada de forma distinta pela frente fria. “Com o deslocamento, acontece o gradual enfraquecimento. Ou seja, no Norte, por exemplo, a onda de frio não será tão intensa. No Centro-Oeste, a queda das temperaturas causadas por esta massa específica devem permanecer até o fim de semana”, comenta.

Apesar da previsão para o fim dos efeitos desta massa de ar polar, o Inmet aguarda outras em sequência. A friaca, inclusive, só deve terminar após a primeira quinzena de agosto. “Em junho e julho, sempre há ocorrências das massas de ar frio. Isso muda apenas no próximo mês, quando ocorre a seca, com altas temperaturas e baixa umidade”, garante Carvalho.


Hora mais gelada


As temperaturas e a sensação térmica tendem a ser mais rigorosas durante a madrugada e entre 6h e 7h. A enfermeira Maricélia Barros, 49 anos, sabe muito bem disso. Moradora de Sobradinho II, ela acorda por volta de 5h30 e pega dois ônibus até chegar ao trabalho. “Sou muito friorenta. Então, me equipo com casacos, calça e cachecol para aguentar o percurso, que dura quase duas horas. Em casa, também me protejo, com mantas, chás e sopas”, conta.

Para prevenir as doenças que costumam se intensificar nesta época do ano — gripe, rinite, sinusite, asma, bronquite e infecções de ouvido — a otorrinolaringologista Adriane Medeiros Casado recomenda aos brasilienses atenção à hidratação, o uso de agasalhos, à evitação de ambientes superlotados e priorização a alimentos quentes. “É importante que exista o cuidado para que uma simples gripe não evolua para uma pneumonia, por exemplo”, pontua.


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