Cidades

Delegado suspeito de agredir policial com quem se relacionava é solto

O delegado, autuado em flagrante por agressão contra a mulher e xingamentos, foi liberado na manhã deste sábado (29/7) após pagar a fiança

Isa Stacciarini
postado em 29/07/2017 09:51
O delegado plantonista da 6;Delegacia de Polícia (Paranoá), Rodrigo Freitas Carbone, pagou fiança e foi liberado após a suposta vítima, uma policial civil com quem ele mantinha relacionamento, mudar uma acusação contra o servidor. Até o início da manhã deste sábado (29/7) a Polícia Civil não havia informado o valor que Carbone desembolsou para sair da cadeia. No entanto, ele foi autuado em flagrante por agressão contra a mulher e xingamentos.

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O delegado, autuado em flagrante por agressão contra a mulher e xingamentos, foi liberado na manhã deste sábado (29/7) após pagar a fiançaO delegado pagou a fiança na própria Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). Uma equipe da Corregedoria da corporação acompanhou o caso junto com investigadores da unidade especializada. Inclusive foi um delegado da Corregedoria que acabou decidindo na noite desta sexta-feira (28/7) pela prisão do delegado.

Inicialmente a Polícia Civil tentou levar Carbone para uma ala específica para a Divisão de Operações Especiais (DOE), mas uma ordem da Vara de Execuções Penais (VEP) determinou a transferência dele para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Na noite de sexta-feira a titular da VEP, Leila Cury, havia proibido o suspeito de ficar na DOE, porque a unidade tem uma estrutura de delegacia e há proibição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de manter preso em delegacia. Além disso a DOE não integra o sistema penitenciário.


O delegado suspeito ficaria, então, em uma cela separada dos demais presos na Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) que fica no Departamento de Polícia Especializada (DPE). É para lá que vão todos os presos do DF antes de entrarem no sistema. A unidade tem cela separada para policial e para quem é preso por falta de pensão alimentícia

Entenda o caso


[SAIBAMAIS]O suposto caso de violência doméstica aconteceu no início da manhã desta sexta-feira (28/7). Testemunhas, moradores do edifício e os dois envolvidos prestaram depoimento durante todo o dia na unidade policial. A denúncia foi feita na Central Integrada de Atendimentos e Despacho (Ciade) da Secretaria de Segurança Pública. Após as informações iniciais, a Deam enviou uma equipe ao local. Segundo a PCDF, a agente alega ter sido agredida pelo investigador.

A policial foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) onde passou por exames de corpo de delito. A agente está sob o amparo da Deam e a Corregedoria da corporação acompanha o caso.

Na sexta-feira o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol), Rodrigo Franco, preferiu não comentar o fato. Segundo ele, "trata-se de um caso confuso e muito sensível".

O Correio tentou contato, por três vezes na sexta-feira, com o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do DF (Sindepo), Rafael Sampaio, mas não conseguiu retorno. A reportagem, ainda, telefonou para o delegado Rodrigo Carbone as 16h52. Ele, no entanto, não atendeu o chamado. Outras cinco novas tentativas foram feitas: as 16h58, as 17h07, as 17h17, as 18h17 e as 19h12. Em todas, o telefone celular constava como desligado.

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