Publicidade

Correio Braziliense

Dono de quitinete diz que era ameaçado por suspeitos de latrocínio

Glauber Barbosa da Costa deixou o grupo viver em sua quitinete na 208 Norte por uma semana, mas sempre que perguntava quando iriam embora, afirma que eles o ameaçavam


postado em 10/08/2017 14:38 / atualizado em 10/08/2017 17:32

Maria Vanessa foi assassinada em frente ao bloco onde morava, na 408 Norte(foto: Minervino Júnior/CB/D.A. Press)
Maria Vanessa foi assassinada em frente ao bloco onde morava, na 408 Norte (foto: Minervino Júnior/CB/D.A. Press)

Glauber Barbosa da Costa, 42, dono do apartamento onde foram encontrados os dois acusados de participação do latrocínio (roubo com morte) de Maria Vanessa Veiga Esteves, 55 anos, afirma que perdeu o controle da situação quando abrigou um grupo de moradores de rua em casa. Dentre eles, a dupla acusada do crime. Ele conta que deixou o grupo viver em sua quitinete, na 208 Norte, inicialmente, por uma semana, mas diz que sempre que perguntava quando iriam embora, era ameaçado.


Leia mais notícias em Cidades

Além da dupla acusada do latrocínio contra Maria Vanessa, passaram a morar na quitinete de um quarto e um banheiro, segundo Glauber, um terceiro homem e uma adolescente. A equipe do Correio conversou com o investigado no fim da manhã desta quinta-feira (10/8), em frente ao condomínio onde ele mora.

Moradores do local se queixam que, desde que o homem abrigou os moradores de rua, começaram a ocorrer vários assaltos na região. O último teria sido justamente o de Vanessa.

 

Na noite da prisão dos dois suspeitos do latrocínio, na quitinete de Glauber, ele também foi levado à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) para prestar esclarecimentos e liberado em seguida.

 

Colegas de Glauber na pós-graduação em relações internacionais que ele faz na Universidade de Brasília (UnB) o descreveram como “um pouco esquisito”, mas foram taxativos ao dizer que, apesar disso, ele não parece ameaçador. Funcionários do instituto, por sua vez, falam do investigado como uma pessoa educada. 


O coordenador do curso, Pio Penna Filho, pediu cautela. Ele destacou que as faltas de Glauber não são incomuns e que outros alunos, inclusive, desistiram do curso. Destacou ainda que ele continua matriculado, é aluno regular, tem um bom currículo, é calmo e estudioso e, neste momento, “é preciso partir do pressuposto de que ele é inocente”.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade