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Correio Braziliense

Estudante é agredida em assalto a menos de 200 metros da escola

"Ele olhou de cara feia para ela, porque o celular era muito simples", afirma o pai da menina. Outros alunos do CED 7 de Taguatinga reclamam da falta de segurança próximo ao centro de ensino


postado em 10/08/2017 18:44 / atualizado em 10/08/2017 19:44

A diretoria da escola e os estudantes do CED 07 de Taguatinga realizarão uma caminhada da paz, nesta sexta (11), pela manhã(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
A diretoria da escola e os estudantes do CED 07 de Taguatinga realizarão uma caminhada da paz, nesta sexta (11), pela manhã (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Alunos do Centro Educacional nº 7 de Taguatinga Norte, na QNM 36/38, reclamam de insegurança nas ruas. Nesta semana, quatro jovens foram assaltados a poucos metros da escola. Uma das vítimas, uma menina de 17 anos, aluna do 3º ano do ensino médio, teve o celular roubado e foi espancada. A agressão aconteceu na última terça (8/8). Ela teve dois dentes quebrados, o maxilar deslocado e machucou o tornozelo.
 

A garota se recupera das agressões e conta que ainda sente dores no tornozelo e em um dos dentes. "Eu falei para ele não pegar o celular, porque era um celular antigo, mas ele insistiu e pediu a mochila, acho que ele pensava que eu tinha outro telefone lá. Ele puxou minha mochila, mas se desequilibrou da bicicleta e caiu por cima de mim", narra. A estudante relata que, nesse momento, o suspeito começou as agressões.

O homem estava desarmado e fugiu com o celular da vítima. "Se ele estivesse armado, ele teria feito algo pior comigo”, acredita. Ela recebeu ajuda de pedestres que passavam pelo local e de um morador da quadra - ele tentou perseguir o suspeito, mas não conseguiu alcançá-lo. Outro estudante achou o telefone da menina na rua.

O pai da garota contou que a filha estava a menos de 200 metros da escola quando sofreu o assalto. "Ele olhou de cara feia para ela, porque o celular era muito simples", relata. Em 19 de junho, a menina sofreu outro assalto, na esquina da escola. Na ocasião, um homem de moto e armado com uma faca levou o celular dela.
 
A adolescente teve dois dentes quebrados, o maxilar deslocado e machucou o tornozelo(foto: Arquivo pessoal)
A adolescente teve dois dentes quebrados, o maxilar deslocado e machucou o tornozelo (foto: Arquivo pessoal)
 
 
Para ir à escola, todos os dias a estudante pega o mesmo ônibus com a mãe, que desce uma parada antes para ir ao trabalho enquanto a filha segue a viagem. As duas estão assustadas. “Em menos de dois meses, ela foi assaltada duas vezes. Na escola dela, a gente sempre escuta que tem adolescente sendo assaltado, porque os bandidos querem levar os celulares. Às vezes, são cinco assaltos por semana”, conta a mãe.

Segundo a vítima, a polícia faz patrulhamento na escola apenas quando há assaltos na região e depois não volta mais.“Falta muito policiamento na M Norte, porque eu não sou a única assaltada, a segurança lá está precária,” relata.
 
Cansados da violência na região, a diretoria da escola e os estudantes do CED 7 de Taguatinga realizarão uma caminhada da paz. Todos de camisa branca, nesta sexta-feira (11/8), às 10h30. A Polícia Militar do DF informou que trabalha com o policiamento ostensivo na região para diminuir os casos de roubos a pedestres. Neste ano, foram mais de mil detenções na região.

A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP/DF) informou que, de janeiro a maio de 2017, foram registrados 1.609 ocorrências de roubo a pedestres em Taguatinga. No mesmo período de 2016, foram 1.748 casos. Em todo o Distrito Federal, de janeiro a julho, foram 22.287 casos contra 23.163 ocorrências no mesmo período de 2016, uma redução de 3,8%.

"Para coibir a criminalidade, a SSP identifica os dias, horários e locais de maior incidência dos crimes. O estudo é feito a partir das ocorrências registradas nas delegacias da Polícia Civil e orientam o trabalho da Polícia Militar, na elaboração de estratégias para o policiamento ostensivo na distribuição do efetivo, e da Polícia Civil, na desarticulação de quadrilhas e investigação de crimes", informou a pasta, em nota. 

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