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Correio Braziliense

Filhotes de cachorro-vinagre do Pará serão tratados no Zoo de Brasília

Animais foram resgatados em sítio na área rural de Altamira, no Pará. Aqui no DF, eles receberão tratamento específico e farão parte do programa de reprodução da Fundação Jardim Zoológico de Brasília


postado em 15/08/2017 11:46 / atualizado em 16/08/2017 06:58

Considerados vulneráveis à extinção, os filhotes vão fazer parte do programa de reprodução da fundação: preservação da diversidade genética de animais sob cuidados humanos(foto: Betto Silva/Divulgação)
Considerados vulneráveis à extinção, os filhotes vão fazer parte do programa de reprodução da fundação: preservação da diversidade genética de animais sob cuidados humanos (foto: Betto Silva/Divulgação)

Um casal de filhotes de cachorro-vinagre será acolhido pela Fundação Zoológico de Brasília, após ter sido resgatado de um sítio de uma moradora da área rural de Altamira, município do sudoeste do Pará. A previsão é de que os bichos cheguem à capital entre quarta-feira (16/8) e quinta-feira (17/8), onde passarão por quarentena no Hospital Veterinário e depois ambientados, segundo o zoo. Considerados vulneráveis à extinção, os filhotes vão fazer parte do programa de reprodução da fundação, que tem por objetivo a preservação da diversidade genética de animais sob cuidados humanos.

Eles foram retirados do sítio por equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e levados para o Centro de Estudos Ambientais (CEA) da Norte Energia, companhia responsável pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, onde estavam sendo tratados desde junho deste ano. No momento do resgate no Pará, os animais apresentavam quadro de diarreia por conta da má alimentação a que eram submetidos. 

O Speothos venaticus, nome científico do cachorro-vinagre, é encontrado em quase todos os biomas brasileiros, com exceção da caatinga(foto: Betto Silva/Divulgação)
O Speothos venaticus, nome científico do cachorro-vinagre, é encontrado em quase todos os biomas brasileiros, com exceção da caatinga (foto: Betto Silva/Divulgação)


No centro de estudos, os cachorros-vinagre receberam tratamento com vermífugos, foram submetidos à análise clínica e receberam vacinas antivirais. Atualmente o macho pesa 4,3 kg e a fêmea 3,3 kg. No entanto, como o Ibama não tinha uma equipe técnica especializada em Altamira para tratá-los, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) indicou o Zoológico de Brasília como melhor opção para que os espécimes recebam cuidados. 

Além de participarem do programa de reprodução da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, eles serão integrados ao Stud Book brasileiro (livro de registros genealógicos) e ao programa internacional para a conservação da espécie, conforme diretrizes estabelecidas no Plano de Ação de Nacional do Cachorro-vinagre, do ICMBio.

Durante a quarentena, os veterinários do zoo devem acompanhar a evolução clínica deles e fazer exames. A previsão é de que depois sejam ambientados junto a outros animais. Fazendo parte do programa de reprodução, a intenção da fundação é que os descendentes dos cachorros-vinagre sejam reintroduzidos à natureza.

A Fundação Zoológico de Brasília já recebeu outros animais que chegaram acolhidas pelo Centro de Estudos Ambientais (CEA) da Norte Energia, também por intermédio do Ibama. Os últimos foram quatro filhotes da espécie de macaco guariba-de-mãos-ruivas (Alouatta belzebul), em outubro do ano passado.


Vulnerável

O Speothos venaticus, nome científico do cachorro-vinagre, é encontrado em quase todos os biomas brasileiros, com exceção da caatinga. A espécie é considerada "quase ameaçada" pela International Union for Conservation of Nature (IUCN) e "vulnerável à extinção" pelo Ibama.

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