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Correio Braziliense

Rodoviários decidem em reuniões nesta quarta-feira se retomam paralisação

Caso haja nova paralisação, será a sétima em 2017. Na segunda-feira, cerca de 1,8 milhão de usuários do transporte público ficaram prejudicados


postado em 30/08/2017 06:00 / atualizado em 30/08/2017 18:01

As empresas Pioneira, São José, Piracicabana, Urbi e Marechal, incluindo as linhas do BRT Gama e Santa Maria, não saíram das garagens na segunda-feira(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
As empresas Pioneira, São José, Piracicabana, Urbi e Marechal, incluindo as linhas do BRT Gama e Santa Maria, não saíram das garagens na segunda-feira (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)


A greve dos rodoviários ainda é uma ameaça à população. Apesar de série de reuniões e encontros previstos para hoje, existe a possibilidade de a categoria cruzar os braços pela segunda vez nesta semana. Hoje, o Sindicato dos Rodoviários garante a circulação dos ônibus, mas não a partir de quinta-feira. Motoristas e cobradores reivindicam reajuste de 10% no salário, no vale-refeição e alimentação e na cesta básica, além do implemento da parcela paga pelos patrões para os planos de saúde e odontológico. Mas a Secretaria de Mobilidade Social adiantou, ontem, que será difícil conceder o aumento reivindicado pela categoria. O GDF acompanha há dois meses as negociações entre os rodoviários e as empresas e tenta mediar uma solução para o problema.

Caso haja nova paralisação, será a sétima em 2017. Na segunda-feira, cerca de 1,8 milhão de usuários do transporte público ficaram prejudicados. As empresas Pioneira, São José, Piracicabana, Urbi e Marechal, incluindo as linhas do BRT Gama e Santa Maria, não saíram das garagens. Escolas, empresas e serviços de saúde também foram afetados. Além disso, os rodoviários desrespeitaram duas decisões judiciais que declaram o movimento ilegal e determinaram a volta imediata ao trabalho. Só retomaram o serviço nessa terça-feira.
Apesar do fim da paralisação, muitos passageiros reclamaram da demora e do atraso. O copeiro Vinicius Silva, 18 anos, passou à 1h30 na Rodoviária do Plano Piloto para pegar um ônibus de volta para casa, em Brazlândia. “Percebi que eles estão demorando para passar. É horrível que não tenhamos segurança de garantia de transporte e estejamos entregues à sorte”, criticou. No Guará 2, mais queixas de atrasos. A professora Marta Silva dos Santos, 41 anos, lembrou que, para conseguir contornar a greve do dia anterior, a salvação foi recorrer ao metrô. “É uma falta de respeito. Quem tem carro não é tão prejudicado, mas, quem não tem, que se vire. E o pior é que a gente nem sabe o que ainda tem por vir”, afirmou.

Marta Silva reclama da greve:
Marta Silva reclama da greve: "É uma falta de respeito" (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Multa


A Secretaria de Mobilidade Social reforçou que a categoria recebe, desde maio, o reajuste referente ao índice da inflação, mas cobra ganhos reais que não refletem a realidade econômica do país. Em julho, os rodoviários aceitaram proposta de 4% e assumiram o compromisso de dar trégua de 30 dias nas paralisações. O governo lembra que há uma decisão judicial a ser cumprida pelo sindicato, sob pena de multa de R$ 1 milhão por dia caso haja nova greve. Na segunda-feira, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal emitiu uma liminar, garantindo o funcionamento de 100% da frota de ônibus no DF nos horários de pico e 50% nos demais. Porém, em caso de paralisação, as faixas exclusivas da BRT serão liberadas, e os ônibus da TCB reforçarão o serviço.
 
 

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