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Correio Braziliense

Rebelião em presídio de Luziânia termina com um agente e dois presos mortos

O agente chegou a ser socorrido, mas morreu antes de chegar ao hospital. Segundo a PM, um dos presos morreu decapitado


postado em 11/09/2017 10:13 / atualizado em 05/02/2018 18:34

O Centro de Prisão Provisória de Luziânia fica em uma área residencial da cidade. O local tem capacidade para abrigar 148 pessoas, mas detém, atualmente, 348 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
O Centro de Prisão Provisória de Luziânia fica em uma área residencial da cidade. O local tem capacidade para abrigar 148 pessoas, mas detém, atualmente, 348 (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 

A rebelião no Centro de Prisão Provisória de Luziânia (CPP), no Entorno de Brasília, terminou após 10 horas do início do motim. Os detentos se renderam por volta das 10h desta segunda-feira (11/9), depois da entrada do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no local. Durante a rebelião, um agente penitenciário foi atingido na perna e, apesar de socorrido, não resistiu ao ferimento e morreu antes de chegar ao hospital. Dois detentos também morreram, um deles decapitado e outro queimado. Inicialmente, a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) havia informado que três detentos tinham sido mortos. Não há informações sobre feridos na rebelião.

 

De acordo com o delegado da Polícia Civil que acompanhou a rebelião, Maurício Passerini, o motim aconteceu em retaliação à delação de um dos presos sobre um plano de fuga do presídio. "A princípio, segundo informações do sistema penitenciário, os presos (que foram assassinados) teriam delatado uma fuga. Com isso, essa fuga foi frustrada e, em represália, os detentos escolheram seus desafetos e começaram a barbárie", afirmou.

 

O homem tido como principal responsável pela delação foi encontrado sem a cabeça e as pernas, além de estar com o tórax aberto. Segundo o delegado, ele também teve o corpo queimado e teve até o fígado arrancado.

 

No início da manhã, os presos reivindicaram a presença da imprensa para libertar os reféns. Eles também pediam o julgamento de suas penas — já que a maioria é preso provisório —, melhor qualidade da alimentação e uma solução para o problema de superlotação.

Revoltada, a população chegou a invadir uma área isolada pela Polícia Militar (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Revoltada, a população chegou a invadir uma área isolada pela Polícia Militar (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 

O CPP fica em uma área residencial de Luziânia, próximo ao terminal rodoviário da cidade. O Batalhão da Polícia Militar (Bope) isolou todo o entorno do presídio, mas, revoltada, a população chegou a invadir a área retrita. O local tem capacidade para 148 pessoas, mas abrigava 348 detentos.

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