Publicidade

Correio Braziliense

Jovem que matou mulher após entrar na contra-mão é interrogado pela Justiça

A colisão aconteceu em 9 de outubro de 2016, no Jardim Botânico. Thiago Carvalho Cabral, 20 anos, dirigia alcoolizado e em alta velocidade quando bateu de frente no carro de Eunides Ramos Souza, que morreu na hora


postado em 24/10/2017 21:00 / atualizado em 24/10/2017 23:34

Bombeiros retirando o capô do carro das vítimas no dia do acidente(foto: CBMDF/Divulgação)
Bombeiros retirando o capô do carro das vítimas no dia do acidente (foto: CBMDF/Divulgação)

O jovem Thiago Carvalho Cabral, 20 anos, deve ser interrogado nesta quarta-feira (25/10) pelo Tribunal do Júri de Brasília. Em 9 de outubro de 2016, ele dirigia alcoolizado e em alta velocidade, quando entrou na contramão em uma via entre o Lago Sul e o Jardim Botânico e bateu de frente no carro de Eunides Ramos Souza, 37. Ela morreu na hora e a filha, Stephanie Ramos de Souza, 17, ficou gravemente ferida. 

 

Leia mais notícias em Cidades 

 

Na denúncia feita pelo Ministério Público, há relatos de que, no dia do fato, amigos do réu o alertaram para que conduzisse o veículo devagar, mas ele não atendeu aos pedidos e chegou a dizer que era o "Brian O'Conner", personagem do filme Velosos e Furiosos. À época, Thiago foi preso em flagrante, depois, a prisão foi convertida em preventiva, mas a defesa conseguiu um pedido de habeas corpus. Ele responde em liberdade.

 

Esta será a quarta audiência de instrução desse processo. Na última, Thiago seria interrogado, mas a defesa insistiu na oitiva de uma testemunha que não compareceu nas outras ocasiões. O juiz aceitou o pedido, mas deixou claro que, se o depoente não comparecesse novamente, vai ouvir o réu e encerrar essa fase de instrução. Até o momento, foram ouvidas cinco pessoas. 

 

Na denúncia, consta que, por Thiago estar sob influência de álcool, "passou a dirigir desornadamente, em velocidade acima da permitida e fazendo manobras perigosas, inclusive ultrapassagem em local proibido, revelando total indiferença em relação aos previsíveis resultados de sua conduta, entre os quais provocar mortes". Além disso, o promotor considerou que os crimes contra a vida "foram cometidos com emprego de meio que resultou em perigo comum, eis que havia outros automóveis trafegando ao longo da via, de pista simples e delimitada por meio-fio (...)"

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade