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Correio Braziliense

Por falta de funcionários, catracas do metrô são liberadas para passageiros

Medida foi tomadas às 10h. Ao meio-dia, sistema foi interrompido


postado em 09/11/2017 10:52 / atualizado em 09/11/2017 12:27

Caixas para compra de bilhete fechados no metrô: catracas liberadas entre as 10h e as 13h(foto: Mayara Subtil/Esp.CB/D.A Press)
Caixas para compra de bilhete fechados no metrô: catracas liberadas entre as 10h e as 13h (foto: Mayara Subtil/Esp.CB/D.A Press)
 
Devido à redução de funcionários nas estações de metrô, por conta da greve dos metroviários, as catracas precisaram ser liberadas a partir das 10h. A expectativa era que, depois desse período, a passagem voltasse a ser cobrada, mas a empresa decidiu suspender os serviços depois do meio-dia. A liberação da entrada se deu porque os servidores que foram ao trabalho precisam sair para sua hora de descanso e almoço. De acordo com informações de funcionários, somente metade deles está trabalhando. 
 
 
A reportagem do Correio passou pelas estações do Centro Metropolitano, Rodoviária do Plano Piloto, Águas Claras, Furnas, Taguatinga Sul e Samambaia Sul. Em todas elas, os usuários foram surpreendidos com o fechamento dos caixas e a liberação das catracas.  
 
A dona de casa Wania Santos, 53 anos, que seguia para Samambaia, chegou no momento exato do fechamento. “Isso confunde a gente, ainda mais hoje com esse indicativo de greve. Pelo menos não vão parar por completo”, opinou.   

A frota de veículos também foi reduzida. Os carros passavam em intervalos médios de 20 minutos. A demora acontece tanto no sentido Central quanto para Ceilândia-Samambaia. Isso fez com que a diarista Luciane Oliveira, 47 anos, que seguia viagem da estação da 114 Sul até a Rodoviária, se atrasar uma hora para o trabalho. “Espero que na Rodoviária seja mais rápido. Não tem como não ficar indignada”, afirmou a diarista.
 
Atrasada para o trabalho, Louise Correa espera o trem: 'Não tem como não ficar indignada'(foto: Lucas Vidigal/Esp./CB/D.A Press)
Atrasada para o trabalho, Louise Correa espera o trem: 'Não tem como não ficar indignada' (foto: Lucas Vidigal/Esp./CB/D.A Press)
 
 
No Centro Metropolitano, a professora Louise Correa, 33 anos, comemorou a liberação das catracas. Ela é de Santa Rita de Cássia, na Bahia, e veio para Brasília para visitar os parentes por 10 dias. "É vatangem, porque, como não sou daqui, eu não tenho bilhete único. Então, eu teria que pagar passagem para ir para a Rodoviária", comemorou.

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