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Correio Braziliense

CEB registra falta de energia em todo o DF há mais de 40 horas

A Companhia Energética de Brasília (CEB) está em greve e apenas 45 equipes fazem os reparos; não há previsão para normalizar o serviço


postado em 09/11/2017 17:28 / atualizado em 09/11/2017 20:31

(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
(foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
Moradores das 31 regiões administrativas do Distrito Federal estão há quase 40 horas sem de energia elétrica. O fornecimento está interrompido desde o temporal da madrugada da última quarta-feira (7/11). Postes e o cabeamento ficaram destruídos após quedas de árvores e rajadas de ventos. A Companhia Energética de Brasília (CEB) está em greve e apenas 45 equipes fazem os reparos. 


 A CEB recebeu quase 2,8 mil chamados para reparos. Várias casas e estabelecimentos comerciais de Ceilândia, Taguatinga, Sobradinho, Brazlândia, Planaltina, Samambaia e Núcleo Bandeirante estão sem eletricidade. A situação mais crítica é no Lago Norte e na Asa Norte, onde a chuva destruiu com mais intensidade a estrutura da companhia. 

Há quatro dias em greve, os reparos feitos pela CEB devem se estender até o fim de semana. Porem, não há previsão para a normalização do serviço. Pelo Whatsapp do Correio (61-99256.3846) moradores de diversas regiões relataram o problema e cobraram respostas da CEB. 
 
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(foto: Hamilton Ferrari/CB/D.A.Press )
 

Recomposição salarial e ponto cortado


O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) determinou que o ponto dos empregados grevistas seja cortado. Cabe à Justiça definir se a medida será realmente executada. “A empresa continua com canais de diálogo junto à categoria a fim de encerrar o movimento”, disse a companhia, em nota.

A CEB ofereceu aos seus empregados recomposição salarial de 100% das perdas inflacionárias do período além da manutenção de todas as cláusulas atuais do Acordo Coletivo de Trabalho, inclusive os benefícios sociais históricos da categoria como auxílio creche, auxílio babá, vale alimentação. 

No entanto, a proposta vem sendo rejeitada pela categoria, que pede reajuste de R$ 1,2 mil para todos os empregados o que, em média, representa 8 vezes mais que a inflação do período.

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