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Correio Braziliense

Biometria facial estará em toda a frota de ônibus até fevereiro, diz GDF

Sistema já foi testado e identifica se o cartão de acesso ao transporte público está mesmo sendo usado pelo beneficiário. Fraude pode levar ao bloqueio do cartão


postado em 21/11/2017 11:54 / atualizado em 21/11/2017 15:43

Demonstração de como o sistema biométrico funciona: algoritmo identifica se pessoa que porta o cartão é mesmo a beneficiária(foto: Secretaria de Mobilidade do DF/Divulgação)
Demonstração de como o sistema biométrico funciona: algoritmo identifica se pessoa que porta o cartão é mesmo a beneficiária (foto: Secretaria de Mobilidade do DF/Divulgação)
 
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) anunciou, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (21/11), no Palácio do Buriti, que, até fevereiro de 2018, 100% da frota de ônibus que operam no Distrito Federal contarão com reconhecimento de biometria facial. O sistema serve para identificar fraudes no uso do cartão de acesso ao transporte (leia abaixo).

Até o momento, o recurso está instalado em 300 veículos, e, até o fim deste mês, serão mais 700 ônibus com a tecnologia nas catracas. No início do próximo ano, o sistema também chegará às catracas do metrô.
 
Segundo o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, o sistema mostrou eficácia durante os testes, que começaram em maio, em 10 veículos da Linha 110, que fazem o trajeto da Rodoviária até a Universidade de Brasília (UnB). "Tivemos mais de 2 mil bloqueios em 10 ônibus que fazem a linha", informou.
 
No cronograma apresentado hoje, a cada mês, 700 veículos terão o sistema de biometria facial instalado, até que os cerca de 2,7 mil coletivos disponham do recurso. O governador Rollemberg defendeu a fiscalização eletrônica: "É importante para assegurar o direito de quem precisa". Os custos dos equipamentos serão das empresas concessionárias. 
 
Sistema é demosntrado para o governador Rollemberg(foto: Ricardo Faria/Esp.CB/D.A Press)
Sistema é demosntrado para o governador Rollemberg (foto: Ricardo Faria/Esp.CB/D.A Press)
 

Entenda como funciona

Acima dos validadores, onde os passageiros passam o cartão, são instaladas câmeras que captam imagens do rosto de quem passa pela catraca. Por meio de um software, elas são comparadas com as fotos cadastradas no sistema.

Quando o programa detecta divergências — identifica que as imagens não coincidem —, um analista do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) avalia se há mesmo um caso de fraude.

Se confirmada a irregularidade, o benefício é suspenso, e abre-se um processo administrativo em que o usuário tem direito ao contraditório e ampla defesa. De acordo com a secretaria, se durante o processo os esclarecimentos forem insatisfatórios, o cartão é bloqueado. Com informações da Agência Brasília. 
 
 

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