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Correio Braziliense

Familiares e amigos se despendem do advogado Maurício de Campos Bastos

Advogado, professor e jornalista foi velado na nesta segunda-feira (11/12)


postado em 11/12/2017 18:48

Corpo do advogado foi velado na Cemitério Campo da Esperança(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Corpo do advogado foi velado na Cemitério Campo da Esperança (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Familiares e amigos se despediram, nesta segunda-feira (11/12), do professor, advogado e jornalista Maurício de Campos Bastos, durante o velório no Cemitério do Campo da Esperança. A bondade, a humildade e o exemplo de profissional, de pai e de avô são as lembranças que marcaram a cerimônia.

A advogada Vera Lúcia Araújo, 57, afirma que o seu senso de humanidade foi sempre marcante. “Pela índole e dignidade da família, a gente podia perceber que ele era um grande homem. Tinha muita sensibilidade e respeito às pessoas”, contou. Além disso, ela ressaltou a sua humildade. “Apesar de ele ter assumido um papel importante, nunca deixou a arrogância tomar conta. Isso que o distinguia. Ele era alguém muito simples”, frisou.
 
 
Outros colegas de profissão reforçaram a personalidade gentil de Maurício. Entre eles Juliano Costa Couto, presidente da OAB/DF. Há cinco meses, Juliano esteve presente à cerimônia que condecorou Maurício com o título de cidadão honorário de Brasília. "Era um cidadão maravilhoso, um exemplo. Tinha uma grande humildade. A advocacia do Distrito Federal perde muito", afirmou.

Para o advogado Kiko Caputo, 48, filho de Maurício, ficará a saudade de um homem que era referência. Do pai, ele carregará o exemplo de um grande cidadão. “Aprendi tantas lições com ele que fica difícil de resumir em só uma. Ele era um homem com um coração enorme. De um respeito pelo outro fora do comum. Era caridoso e bondoso. Um homem de gestos educados. Um perfeito cavalheiro”, explicou.  
  

História 

 
Maurício nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais. Casou-se com Cléa Caputo Bastos e se mudou para Brasília no início dos anos 1970. Na capital federal, construiu um legado no âmbito judiciário. Ele foi vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB/DF) de 1990 a 1992 e conselheiro, de 1993 a 1996. Também trabalhou na Junta de Conciliação e Julgamento, que depois recebeu o nome de Vara do Trabalho, sendo nomeado pelo ex-presidente João Goulart. Sua relação com direito contagiou os herdeiros, e cinco dos nove filhos também se tornaram profissionais na área jurídica.

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