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Correio Braziliense

Jovem confessa ter matado vigilante em Ceilândia na noite de Natal

A Polícia Civil fez a reconstituição do crime na manhã desta quinta-feira (28/12). O suspeito alegou legítima defesa


postado em 28/12/2017 16:58 / atualizado em 28/12/2017 18:26

Investigadores da 19ª Delegacia de Polícia Civil (P Norte) fizeram a reconstituição da cena de um assassinato para esclarecer a morte de um vigilante, em uma residência na QNN 19, em Ceilândia. O crime foi registrado na última segunda-feira e um dia após, um jovem de 18 anos se apresentou e confessou ter matado Denis dos Santos Nascimento, 34. Ele alegou legítima defesa. Na manhã desta quinta-feira (28/12) agentes voltaram ao local do crime. "A simulação é para ver se a argumentação do autor bate com a realidade. A princípio todo o depoimento procede, com o que foi simulado", detalhou o delegado Fernando Fernandes.


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Matheus Oliveira Nepomuceno se apresentou na presença de um advogado na 19ª Delegacia de Polícia. Ele contou que na noite do crime, foi convidado pela vítima para conversar e consumir bebidas alcoólicas na casa, que é usada como depósito de uma distribuidora de bebidas. Em depoimento, o jovem contou que tudo começou quando Denis, que era vigilante e também morava no local, começou a fazer investidas sexuais. "Ele contou que durante a conversa, a vítima fez ao menos três insinuações sexuais. O jovem relatou que se recusou, e depois disso, o Denis trancou a casa dizendo que o rapaz só deixaria o local após 'manter relações'", lembra Fernandes.

Depois disso, o jovem relatou que os dois começaram a discutir e se agredirem simultaneamente. "Foi quando o Denis pegou a faca e o autor conseguiu tomar o objeto e deu as facadas contra a vítima", explica o delegado. A indicação inicial é que foram ao menos 20 golpes. Matheus deixou o local ao perceber que o vigilante já estava morto. Ele pegou a chave da casa no bolso da vítima e fugiu em uma bicicleta.

Reconstituição

Pelo fato de ter escapado do flagrante e também contribuir com as investigações, Matheus Oliveira Nepomuceno, está em liberdade. O jovem que não tinha nenhum antecedente criminal, também relatou que durante a mesma noite, um conhecido passou pelo local, no momento em que estava trancado na casa. "Ele disse que pediu ajuda para sair dali e que estava sendo ameçado pela vítima. Ouvimos essa testemunha que confirmou o fato", conta o delegado Fernando Fernandes.

 

Matheus também contou que sabia da orientação sexual da vítima, não era contrário, mas que não queria manter relações com Denis. "A reconstituição foi fundamental para esclarecer alguns pontos. Inicialmente tudo levar a crer que o depoimento prestado é verídico. As investigações continuam no sentido de ver se ocorreu algum outro detalhe. Os laudos serão compilados e encaminhado à Justiça", explica Fernando. A Polícia Civil indiciou o jovem pelo crime de homicídio simples.

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