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Correio Braziliense

Policial Civil é preso após cometer assaltos usando arma da corporação

Em nota, a corporação confirmou que o suspeito faz parte do quadro de agentes da PCDF; o salário inicial na Polícia Civil é de cerca de R$ 8 mil


postado em 28/12/2017 21:14 / atualizado em 28/12/2017 21:32

(foto: Paulo de Araújo/CB/D.A Press)
(foto: Paulo de Araújo/CB/D.A Press)

 

Um agente da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está sendo investigado por estar, supostamente, envolvido em um esquema de roubo de celulares no Recanto das Emas. Marcio Gonçalves Dias, de 50 anos, é suspeito de usar, inclusive, uma arma da corporação durante a ação criminosa. Ele e dois empresários foram presos na noite de terça-feira. Raimundo Valério da Silva Filho, 50, e Gutemberg Eloi Dantas, 39, também são apontados como integrantes do esquema.

 

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Segundo a ocorrência, os acusados abordaram um jovem de 19 anos na QR 605, sob a alegação de que ele havia roubado o celular do filho de Marcio, o policial lotado na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), segundo a Polícia Militar do Distrito Federal. Na abordagem, o trio desceu de um Hyundai i30, portando uma pistola pertencente à Polícia Civil e vestindo coletes da corporação. Eles usavam, também, uma arma falsa.

A vítima denunciou o caso à 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas). Os detalhes do crime chamaram a atenção dos investigadores e de policiais militares. A PM, então, deteve os suspeitos, ainda dentro do carro, no Recanto das Emas. O agente e os dois empresários, além de outras duas pessoas, foram levados à 27ª DP para prestarem esclarecimentos, mas somente Marcio, Raimundo e Gutemberg foram detidos.

Os militares encontraram outros celulares, os quais a corporação acredita que pertençam a outras vítimas da quadrilha.

Em nota, a corporação confirmou que Marcio faz parte do quadro de agentes da corporação — o salário inicial na Polícia Civil é de cerca de R$ 8 mil. O texto acrescenta que a Corregedoria-Geral acompanhou a prisão em flagrante na delegacia e que cabe ao órgão “investigar com total isenção fatos envolvendo servidores policiais”.

Além do inquérito criminal, Márcio será submetido a um processo administrativo. “As investigações da Corregedoria prosseguem no sentido de apurar a conduta do servidor policial, o qual será investigado criminalmente e, ainda, responderá disciplinarmente. Se comprovada a culpabilidade, o policial poderá ser demitido do cargo público”, conclui.

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