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Correio Braziliense

Brasilienses revelam suas expectativas para 2018

Entre eleições, reformas políticas e Copa do Mundo, os moradores da capital reivindicam mudanças


postado em 01/01/2018 08:00

O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu, em uma crônica do início da década de 1980, que é dentro de cada um que o ano-novo cochila e espera desde sempre. Se ele tiver razão, 2018 promete grandes transformações e muito movimento, como se apresenta o símbolo do infinito, um oito ao contrário . A pauta política será dominada pela reforma da Previdência. O calendário esportivo será agitado pela Copa do Mundo da Rússia. E, antes de o ano terminar, tem a corrida eleitoral — que promete ser uma das mais concorridas da história recente da República.
 

A passagem do ano tem um sentido único para cada pessoa. Todos desejam o início de um novo ciclo, com a possibilidade de apagar erros e guiar acertos. É a hora de reunir energias para começar de novo. Palavra de ordem é renovação. O réveillon assume o papel de trazer forças para pôr em prática ideias arrojadas e semear o futuro.

O desejo pulsa nas conversas entre vizinhos, nas redes sociais e até nos pensamentos mais discretos. Um pouco maravilhados e também assustados, preparamo-nos para novas metas. O Correio ouviu brasilienses para saber quais são as expectativas para 2018 e o que eles desejam para a cidade. Os discursos se ancoram em palavras como esperança, mudança, responsabilidade, honestidade e consciência.

Melhoria nos serviços públicos, como saúde e segurança, aparece constantemente na lista de ambições. Outro assunto que dominou o cotidiano em 2017 e dá sinais de permanecer neste ano é a crise hídrica. A escassez de água fez com que muita gente mudasse hábitos e exigiu ações emergenciais do Executivo local.

Durante quatro horas, na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, a reportagem escutou brasilienses de todos os cantos do DF — do Guará à Asa Norte, de Santa Maria a São Sebastião — para saber quais são os desejos para 2018.
 

Confira as principais expectativas:

Ver galeria . 5 Fotos No trânsito: por mais cortesia.
No trânsito: por mais cortesia. "Falta educação para as pessoas. Todos precisam se conscientizar e ser mais cortês. Quem bebe e se propõe a dirigir sabe que está assumindo o risco de matar outra pessoa. Espero que todo condutor imagine que, atrás do volante, existe uma família. O governo deve investir em mais ações para instruir a população com o objetivo de reduzir as mortes no trânsito", Marcondes Araújo, 33 anos, motorista (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press )
 

 

Na saúde: mais respeito 

 

“Os hospitais públicos deixam a desejar. O atendimento não é dos melhores, o tempo de espera é muito longo, faltam equipamentos. Espero que, em 2018, o foco seja em quem precisa. A valorização do paciente precisa melhorar. Hoje em dia, nós temos de nos cuidar para não ficarmos doentes, porque depender do serviço público é complicado. A verdade é que temos medo do hospital”
Maiane Monteiro, 21 anos, vendedora

 

Na política: interesse coletivo  

 

“Temos de dar o exemplo, colocar o interesse coletivo à frente dos pessoais. Muitos esperam que os outros façam as coisas que nós deveríamos fazer. Os políticos são reflexos das nossas ações, mas acredito que todos poderiam se reeducar e mudar a sua compreensão sobre o mundo e sobre o ser humano”
Carolina Sales, 22 anos, vendedora

 

No transporte: pelo bem-estar 


“O que o povo paga, não é retribuído. Nós poderíamos ter um serviço de melhor qualidade. O metrôs e os ônibus são desconfortáveis e, muitas vezes, inseguros. Os veículos são lotados, há risco de assalto ou de quebrarem. E fica muito quente e abafado. Isso precisa mudar para o próximo ano. Transporte público deve colaborar para o bem-estar da população”
Fabiano Alencar, 37 anos, servidor público 

 

Na educação: futuro da nação  


“A educação é a chave para o futuro. Com formação, as pessoas conseguem emprego e fazem a roda da economia girar. É muito importante para qualquer mudança. Espero que o governo invista em escolas e universidades. O caminho para um país justo, igualitário e com desenvolvimento social depende da educação”
Willian Sousa, 27 anos, estudante 

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