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Correio Braziliense

Festa de réveillon na Praça dos Orixás reúne 4,5 mil pessoas

Apesar da festa, quem vai até o local também pede o fim da intolerância religiosa e um mundo no qual todos possam pregar a própria fé


postado em 01/01/2018 00:14 / atualizado em 01/01/2018 00:28

Ver galeria . 11 Fotos Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press
(foto: Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press )


No palco, resistência e luta. Ao redor, festejo e felicidade. O réveillon na Praça dos Orixás, mais conhecida como Prainha, mistura as palavras como se significassem a mesma coisa. Apesar da festa, quem vai até o local também pede o fim da intolerância religiosa e um mundo no qual todos possam pregar a própria fé. "Vamos pregar a cultura da paz. É essa cultura que queremos. É essa cultura que precisamos", foi a ordem gritada no palco, no começo da noite deste domingo (31/12). 


Com a festa, cerca de 4,5 mil pessoas se reuniram no local. A estimativa é da Polícia Militar do Distrito Federal. A Mãe Noeli de Ossan, 53 anos, chegou por volta das 19h com a família. Ela já passa o ano no local há dez anos. "A Prainha representa tudo para nós. Nós acendemos uma vela, pedimos paz e harmonia a Exú. A gente procura também pedir para o presidente governar o país sem corrupção", contou. 

Um dos momentos mais importantes da noite, o Cortejo saiu da própria Prainha e desceu até a estátua de Exú. Os fiéis cantaram cânticos a entidade, acenderam velas, agradeceram ao ano que passou e exaltaram Iemanjá. No palco, shows do grupo Afoxé Filhos de Gandhy e de Marcelo Café & Banda. Outra grande atração foi a queima de fogos às margens do Lago Paranoá. 

Apesar de ser a primeira vez que participa do réveillon na Prainha, o auxiliar administrativo Carlos Roberto, 30 anos, aprovou o que viu. "Tem muita estrutura, segurança, organização. E ainda tem a limpeza. Aqui está tudo impecável e limpo. Não tem sujeira", elogiou. E mesmo sendo de uma religião diferente, Carlos optou pelo lugar por desejar ficar próximo ao Lago Paranoá. "Eu fui na Esplanada, mas quis virar o ano no Lago", contou. 

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