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Correio Braziliense

Polícia Civil investiga suposta agressão em creche de Taguatinga

A violência teria ocorrido em 11 de dezembro contra uma criança de 2 anos. Os pais registraram ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e divulgaram o vídeo com as supostas agressões nas redes sociais


postado em 04/01/2018 23:02 / atualizado em 04/01/2018 23:02

O vídeo foi divulgado na último dia 28. Nas cenas é visto que a menina está sentada em uma cadeira junto com outros colegas de sala. Ela chora e a professora senta a frente dela e começa a gritar(foto: Reprodução)
O vídeo foi divulgado na último dia 28. Nas cenas é visto que a menina está sentada em uma cadeira junto com outros colegas de sala. Ela chora e a professora senta a frente dela e começa a gritar (foto: Reprodução)

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) da Polícia Civil investiga o caso de uma suposta agressão contra uma criança de 2 anos, em uma creche de Taguatinga. Em imagens divulgadas pelo pai da vítima em uma rede social, é possível ver um professora da instituição, que fica na QNJ 11, gritando com a menina. O vídeo teria sido feito por uma outra profissional do estabelecimento, que não concordava com a situação.

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O vídeo foi divulgado no último dia 28, porém as imagens foram feitas em 11 de dezembro. Nas cenas é possível ver que a menina está sentada em um cadeira junto a outros colegas de sala. Ela chora e a professora senta em frente a ela, e começa a gritar. "Você quer seu bico? Então para de choro. É só você parar de chorar", diz. A menina continua aos prantos, e, logo em seguida, a educadora se irrita e faz um movimento brusco contra a garota.

Na publicação, o pai da garota pede que as pessoas divulguem o vídeo afim de evitar que outras crianças também se tornem vítimas. "Aconteceu com minha filha de dois anos. Não é possível uma pessoa assim trabalhar com crianças. Imagine se fosse sua filha (o), neta (o)?" escreveu.

O pai ainda pede, ainda, para que os responsáveis pesquisem bem sobre as instituições antes de efetuar a matrícula de crianças. "É importante muitas pessoas saberem desse episódio e pesquisarem bem antes de deixar uma criança nessa escola. O mundo já está violento, imagina uma criança de dois anos, que está começando a sua formação, já começar sendo tratada desta forma?", questiona. A investigação da Polícia Civil segue em sigilo.

Sem Credenciamento


Por meio de nota, a Secretaria de Educação do DF informou que a creche não é credenciada pela pasta, e que a unidade não celebrou convênio com o Governo do Distrito Federal (GDF). O órgão explicou que o credenciamento junto ao Conselho de Educação é um requisito básico e obrigatório para o funcionamento das creches. "Para isso, a instituição deve estar com toda a documentação em dia, como alvará de funcionamento, prédio em acordo com as normas da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), proposta pedagógica, regimento escolar, CNPJ, entre outros", detalhou.

A secretaria também informou que caso pais notem alguma possível irregularidade, é preciso acionar a pasta por meio de uma denúncia formal contra a instituição. "Ao receber denúncias, uma equipe vai até o local para verificar as condições de funcionamento das unidades educacionais e encaminhar à Agefis – responsável pela fiscalização – para as devidas providências". A Secretaria de Educação recebeu no ano passado 26 denúncias de creches não autorizadas.

A Agência de Fiscalização (Agefis) informou que a creche já foi notificada, podendo ser interditada, caso não se regularize. O Correio entrou em contato com a instituição nos telefones disponíveis na internet, porém, ninguém havia atendido as ligações até a publicação desta reportagem.

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