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Correio Braziliense

STF mantém prisão de médico envolvido com tráfico de drogas no DF

Maikow Luiz de Araújo está preso desde 16 agosto acusado de intermediar a venda de drogas entre pacientes e traficantes de Goiás


postado em 05/01/2018 19:00 / atualizado em 05/01/2018 19:13

Em uma das transações, o médico recebeu R$ 3 mil; em outra, R$ 1 mil. Ele chegou a fazer entrega das drogas em uma das ocasiões(foto: Reprodução/Instagram)
Em uma das transações, o médico recebeu R$ 3 mil; em outra, R$ 1 mil. Ele chegou a fazer entrega das drogas em uma das ocasiões (foto: Reprodução/Instagram)
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de habeas corpus para o médico Maikow Luiz de Araújo, 36 anos, acusado de associação para o tráfico interestadual de drogas. O profissional, que atendia como endocrinologista em uma clínica localizada em um shopping na Octogonal, está preso desde agosto passado suspeito de intermediar a venda de drogas entre pacientes e traficantes de Goiânia. A decisão da Corte foi emitida antes do recesso forense.
 


Anteriormente, a defesa do médico havia tentado obter a liberdade com recursos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados de Maikow alegaram que a participação dele nos crimes apurados pela Polícia Civil era mínima e que a manutenção da prisão preventiva seria desproporcional. No pedido, justificavam que a quantidade de drogas apreendida não justificaria a imposição da medida. 

O ministro do STF Edson Fachin considerou que as supostas ilegalidades da prisão apontadas pela defesa não se confirmam. Ele lembrou que a investigação policial que desvendou o esquema criminoso foi iniciada em 2016 e contou com interceptações telefônicas que indicaram os acusados como responsáveis por tráfico de grande quantidade de drogas.  

"A manutenção do decreto preventivo calcou-se de forma satisfatória na apreensão de elevada quantidade de droga, de balança de precisão e de arma de fogo, como elementos a indicar, a um só tempo, a gravidade concreta da conduta e o risco de reiteração delituosa", afirmou o ministro Fachin. 
  

Relembre o caso


Segundo investigações da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), Maykow Luiz de Araújo atuava como intermediário de um grupo de traficantes e, ainda, recebia parte dos lucros com a venda de entorpecentes. Ele seria amigo de infância de integrantes da quadrilha que traficavam maconha e cocaína no Distrito Federal. 

De acordo com a apuração da Polícia Civil, o acusado intermediava o comércio de drogas com traficantes de Goiânia. Ele negociava e cobrava uma comissão. Em uma das transações, recebeu R$ 3 mil; em outra, R$ 1 mil. Ele chegou a fazer entrega das drogas em uma das ocasiões. 

As investigações contra o médico começaram, em maio passado, após agentes da Cord prenderem dois traficantes de Goiás e quatro do DF. Além disso, apreenderam 75kg de maconha. Dois desses acusados estavam associados com Maikow Araújo.
 
O médico foi preso, em 16 de agosto, no consultório em que atendia. Maikow é formado em farmácia, em Brasília, e em medicina, em Paracatu, porém não possui a especialização em endocrinologia.

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