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Correio Braziliense

Deficientes auditivos passam a digitalizar processos no TJDFT

Dos 90 contratados pelo tribunal, três são surdos. A Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial ofereceu a oportunidade


postado em 17/01/2018 14:04 / atualizado em 18/01/2018 17:02

(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 
Funcionários com deficiência auditiva poderão trabalhar, agora, na digitalização, no controle de qualidade e na indexação de processos judiciais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Na tarde desta quarta-feira (17/1), o presidente do tribunal, desembargador Mário Machado, recebe os novos empregados que cuidarão do serviço. Dos 90 contratados, três são surdos. 
 
  
O objetivo é atender à crescente demanda pela digitalização de documentos. O Tribunal assinou contrato com a Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial (CETEFE), que ofereceu a oportunidade de emprego para as pessoas que possuem a deficiência.
 
A nova equipe trabalhará em dois turnos de seis horas, na Coordenadoria de Digitalização e Serviços Gráficos (CODIG), na Área Especial 08 do Guará II. 

Armazenamento

Além da oportunidade para as pessoas surdas, a contratação objetiva aliviar a quantidade de processos existentes no tribunal que estão há muito tempo guardados. Além disso, ter o processo em papel limita a possibilidade de acesso. Alguns deles, inclusive, precisam ficar arquivados por até 100 anos e muitos são bastante consultados.
 
Atualmente, o TJDFT tem um acervo total de 623 mil processos. Desses, 590 mil são das Varas de Família e os outros 33 mil destinados às Varas Criminais. Com a digitalização, o tribunal conseguirá reduzir gastos com cargas, numeração de folhas e abertura de volumes e reduzir o consumo de papel. 

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