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Correio Braziliense

Prata da Casa: conheça a trajetória de Dhi Ribeiro, rainha do samba do DF

Cantora e compositora chegou a Brasília há 25 anos e está prestes a lançar o novo trabalho, o DVD 'Leme da libertação'


postado em 19/01/2018 15:36 / atualizado em 19/01/2018 16:01

 

 

Filha de mineiro com baiano, nascida no Rio de Janeiro e criada em Salvador. Essa é a gênese da rainha do samba brasiliense, a cantora e compositora Dhi Ribeiro, que está lançando seu segundo disco, Leme da libertação. Natural de Nilópolis-RJ, foi para a capital baiana muito cedo. Iniciou a carreira aos 17 anos, como modelo, e, aos poucos, se envolveu com a música. Mudou-se para Brasília há 25 anos, onde constituiu família e passou a incluir o samba em seu repertório.

 

A história de Dhi Ribeiro com a música começou nos anos de 1980. Quando ainda era modelo, passou a se perceber cada vez mais como uma pessoa musical. Cantou axé, música baiana e MPB. Na década de 1990, recebeu o título de cantora revelação do carnaval. Em seguida, foi convidada para participar de um trabalho em Brasília, com a antiga banda Trem das Cores.

 

Após seis meses, voltou a Salvador para concluir trabalhos no carnaval, mas decidiu que seu lugar realmente era na capital federal. No DF, conheceu Tobias Andrade, com quem se casou e teve uma filha, Luna Vitória. “Eu sou muito agradecida à cidade porque aprendi tudo aqui. Tive a chance que poucos tiveram de encontrar grandes músicos, que me nortearam e me deram a oportunidade de me descobrir como cantora”, revela. Em 2000, a sambista foi com a família para a Itália, trabalhar como cantora em um circo. Retornou ao Brasil após três anos interpretando em vários idiomas.

 
Exaltação sem choro

 

Um momento que ficou marcado nas lembranças de Dhi foi a apresentação que fez em sessão solene na Câmara dos Deputados para comemorar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher, em 2007. Na ocasião, Dhi interpretou a música Maria da Penha. “Foi importante estar nesse momento. A situação da mulher no Brasil exige muita luta. Ainda existe uma caminhada árdua contra uma cultura muito forte em desfavor da mulher”, avalia.

 

Outro marco foi o lançamento, em 2009, do primeiro álbum, Manual da mulher. Suas letras chamam a atenção por descrever uma mulher forte e profunda, que não se deixa humilhar e que sabe seu valor. “Essa mulher que eu canto é uma mulher que tem a autoestima muito bem resolvida. Eu sou essa mulher! Admiro muito isso na criação que minha mãe me deu. Não sou de chorar, sou de exaltar mesmo”, sustenta a sambista.

 

A celebração da mulher continua no novo trabalho, o DVD Leme da libertação, gravado ao vivo no Clube do Choro de Brasília e prestes a ser lançado. "É um momento muito especial, que me deixa muito realizada", comemora a artista. 

 

Ver galeria . 13 Fotos Luís Nova/Esp. CB/D.A Press
(foto: Luís Nova/Esp. CB/D.A Press )
 

Novelas e The voice

 

Sua canção Para uso exclusivo da casa foi tema do casal Celinha e Guerra, na novela Lado a lado, exibida pela TV Globo em 2012. “Foi engraçadíssimo. Estávamos assistindo à tevê e os telefones de casa todos começaram a tocar. Era a música tocando na novela”, recorda.

 

Dhi conta que ficou feliz em ouvir sua música em uma novela que tratou a história do negro no Brasil de forma que ela aprova. O casal Bibi e Rubinho, em A força do querer, também da Rede Globo, foi outro que recebeu a música de Dhi como tema, a pedido da própria autora da trama, Glória Perez. “Deu muito certo. Foi um tema polêmico: mulheres que amam demais e fazem tudo por amor. Eu acho que foi de uma importância enorme. É imprescindível que se fale a verdade. E a novela mostrou isso”, defende a compositora.

 

No ano passado, Dhi Ribeiro participou do reality show The voice BrasilEla participou de dois capítulos do programa, mas diz que apenas um já teria valido a pena. “Eu fui lá para cantar músicas que falam da nossa cultura. Cantei música negra, que era o que eu queria fazer”, afirma. Com a experiência, Dhi conta que aprendeu muito sobre produção e como vender seu trabalho em tempos de internet. “O pouco tempo que fiquei ali me enriqueceu muito”, finaliza.

 

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