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Correio Braziliense

Testemunhas de atropelamento no Lago Norte depõem nesta segunda

A atropeladora, Luciana Pupe Vieira, 46, pode ser interrogada ainda nesta semana se houver melhora no estado clínico


postado em 22/01/2018 06:00 / atualizado em 22/01/2018 10:19

Motorista do Mitsubishi, que matou casal, continua internada na UTI(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
Motorista do Mitsubishi, que matou casal, continua internada na UTI (foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)

Quatro dias após o atropelamento que matou os servidores públicos aposentados Evaldo Augusto da Silva, 75 anos, e Dulcineia Rosalino da Silva, 72, no Lago Norte, a Polícia Civil começa a ouvir hoje testemunhas do acidente. A atropeladora, Luciana Pupe Vieira, 46, pode ser interrogada ainda nesta semana se houver melhora no estado clínico. Ela está internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Santa Lúcia, com fraturas nos braços, pernas, tórax e traumas cranianos.

Segundo a delegada-chefe da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), Mônica Ferreira, os depoimentos realizados nesta segunda-feira serão complementares à apuração iniciada quinta-feira, dia do acidente. Para a investigação, é essencial o resultado da perícia, que atestará se Luciana estava ou não sob o efeito de substâncias químicas. Ela não fez teste do bafômetro por causa do seu estado, mas policiais colheram o sangue da motorista no hospital. O laudo fica pronto em até 30 dias.

A Polícia Civil não descarta a possibilidade de Luciana ter sofrido um mal súbito momentos antes da colisão. Amigos e familiares defendem que a motorista tem diabetes e pode ter sofrido uma crise glicêmica. Ela será indiciada por homicídio com dolo eventual — quando não há intenção de matar, mas se assume o risco de acidentes —, segundo a delegada Mônica Ferreira. A pena para esse tipo de crime varia de seis a 20 anos de prisão. Por decisão da Justiça, Luciana responderá ao processo em liberdade.

Depois de socorrer as vítimas, os bombeiros constataram que o velocímetro do automóvel marcava 120 km/h. No entanto, não é possível afirmar que essa era a velocidade no momento da batida. Isso porque o contador pode ter sido alterado — para mais ou para menos — com o impacto da colisão. 

Os corpos das vítimas do atropelamento devem ser cremados nesta semana, em uma cerimônia restrita a familiares e pessoas mais próximas. Ainda não há a confirmação de data e local. 

Bodas


O atropelamento aconteceu na altura da QI 10 do Lago Norte. Evaldo e Dulcineia caminhavam na calçada quando o Mitsubishi ASX atingiu o casal. Câmeras de segurança de casas vizinhas mostram o veículo vindo em alta velocidade pela ciclofaixa da pista. Outro casal, que viu o carro vindo em sua direção, conseguiu escapar ileso. Mas Evaldo e Dulcineia, que caminhavam de costas para os veículos, não perceberam a aproximação.

Naturais de Minas Gerais, Dulcineia era servidora aposentada da Câmara dos Deputados e Evaldo era auditor da Receita Federal. Ambos haviam acabado de voltar de uma viagem internacional em comemoração aos 50 anos de casados. O casal deixa três filhos, quatro netos e um bisneto. Eles eram tios de Pedro Rosalino Braule Pinto, o Pedrinho, sequestrado na maternidade em 1986.

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