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Correio Braziliense

Febre amarela: Secretaria de Saúde investiga a morte de cinco macacos no DF

Ainda não há a confirmação que os animais estavam infectados com a doença. Entorno apura a morte de três animais


postado em 23/01/2018 18:00 / atualizado em 23/01/2018 22:50

 Os animais foram encontrados mortos no Lago Norte, no Lago Sul e no Park Way(foto: Ricardo Borba/CB/D.A Press)
Os animais foram encontrados mortos no Lago Norte, no Lago Sul e no Park Way (foto: Ricardo Borba/CB/D.A Press)

  
A Secretaria de Saúde do DF investiga a morte de cinco macacos. Os animais foram encontrados nos lagos Norte e Sul, e no Park Way. Nesta terça-feira (23/1), as autoridades sanitárias informaram que ainda não há a confirmação de que os animais estejam contaminados com o vírus da febre amarela.  O laudo conclusivo sai em até 10 dias. 
 
 
Segundo o diretor da Vigilância Ambiental, Denilson Magalhães, um primata morreu atropelado e outro eletrocutado. Mesmo assim, amostras dos animais estão sendo investigadas. "Não há motivo para pânico. Ainda estamos apurando as causas das mortes", resume.
 
Em 2016, a Saúde recolheu 155 macacos mortos. Em 2017, foram 56 casos. Nenhum deles estava infectado com o vírus. 
 
A Fundação Jardim Zoológico de Brasília e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelo Parque Nacional da Água Mineral, não registraram  mortes de primatas pela doença. 
 
Denilson alerta para a preservação dos animais. Segundo ele, os primatas servem como guia para ações de controle da doença. "Os macacos, assim como os seres humanos, são vítimas. A doença também pode matá-los. No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas são os principais hospedeiros do vírus", explica. 
 
O diretor emenda que encontrar macacos mortos é sinal de que o vírus está circulando na região. "Assim, fazemos ações de prevenção como, o recolhimento do macaco e a imunização das pessoas", conclui. 

Situação no Entorno 

No Entorno do DF,  três macacos apareceram mortos nos últimos dias. Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama e Valparaíso investigam se os primatas estão infectados ou não. 

O mais recente caso ocorreu em Novo Gama. A Secretaria Municipal de Saúde recolheu um primata morto em uma chácara, na manhã desta terça-feira (23/1). O animal foi enviado à Secretaria de Saúde do DF para confirmar se ele estava infectado com a doença. 

Esse é o primeiro caso registrado no município goiano em 2018. No ano passado, um macaco foi encontrado morto, mas ele não era portador do vírus. A área onde o bicho foi encontrado está isolada, e os moradores da região vacinados preventivamente. 

Após a conclusão do laudo autoridades de saúde goianas determinarão se há a necessidade de vacinação em massa no município. “Até o momento não há motivo para pânico. Não há casos confirmados da doença”, ressalta a Secretaria Municipal de Saúde. 
 
O caso de Santo Antônio do Descoberto ocorreu também um uma área rural. O animal foi encontrado morto no último sábado (20/1), mas a notificação só aconteceu nesta terça. Em Valparaíso, a Secretaria de Saúde do DF recolheu o animal no início do mês. Em Goiás, foram encontrados ao todo 21 macacos mortos.
 
A Secretaria de Saúde de Goiás destaca que, em 2017, houve apenas um registro de caso humano da febre. Em 2016, três e em 2015, cinco. Lá a cobertura vacinal é de mais de 90% da população. No DF, o índice é de 86%. Somente no ano passado, 207 mil pessoas tomaram a vacina. 

O macaco transmite a doença?

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBP) alertam que os macacos, assim como os seres humanos, são vítimas da doença. No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus. 

Esses animais servem como guias para a elaboração de ações de prevenção da febre amarela. Matar animais é considerado crime ambiental pelo artigo 29 da Lei n° 9.605/98. A pena chega a um ano de prisão e pagamento de multa de R$ 5 mil.

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