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Correio Braziliense

STF mantém prisão de coronel denunciado por extorquir empresários

O coronel da Polícia Militar Francisco Feitosa foi preso em novembro de 2017 na Operação Mamon


postado em 23/01/2018 23:56 / atualizado em 24/01/2018 00:23

Onze testemunhas devem ser ouvidas em audiência de instrução nesta quarta-feira (24/1)(foto: Minervino Junio/ CB/ D.A Press)
Onze testemunhas devem ser ouvidas em audiência de instrução nesta quarta-feira (24/1) (foto: Minervino Junio/ CB/ D.A Press)

O Superior Tribunal de Justiça negou o habeas corpus do coronel da Polícia Militar Francisco Feitosa, preso em novembro de 2017 na Operação Mamon. O pedido foi avaliado pela ministra Laurita Vaz que considerou que há risco, caso o coronel seja solto, de que ele “possa obstar a aplicação da lei penal e desencorajar testemunhas”. A audiência de instrução do processo contra o militar exonerado está marcada para as 9h desta quarta-feira (24/1). Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, 11 testemunhas de acusação devem ser ouvidas na ocasião. 

A investigação do MPDFT, por meio das Promotorias de Justiça Militar – PJM, do Centro de Informações – CI e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO, apontou a existência de uma associação criminosa que supostamente praticava extorsão para liberar valores relativos a contratos firmados pela Polícia Militar do DF. As condutas caracterizam crimes de concussão e associação criminosa.

O MPDFT denunciou o ex-diretor do Departamento de Logística e Finanças da Polícia Militar do DF coronel Francisco Eronildo Feitosa e os empresários Rogério Gomes Amador e Clayton Gonçalves Sperandio pelos crimes de associação criminosa e de concussão, previstos, respectivamente, nos artigos 288 e 305 do Código Penal, por 10 vezes.

Entenda o caso


O trabalho do Ministério Público apontou a existência de esquema criminoso de cobrança de propina no departamento responsável pelos contratos da PMDF. Segundo os promotores de Justiça, a investigação comprovou que prestadores de serviços de manutenção de viaturas da PMDF eram constrangidos a pagar vantagens para receber os valores que lhe eram devidos pelos serviços prestados. Essas condutas caracterizam, de acordo com a denúncia, crimes de concussão e de associação criminosa. Feitosa foi exonerado no mesmo dia da operação Mamon pelo governador Rodrigo Rollemberg.

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