Publicidade

Correio Braziliense

Reforma do Teatro Nacional está prevista para começar em maio

O projeto vai contemplar inicialmente a revitalização da Sala Martins Penna, que abriu as portas ao público pela última vez em dezembro de 2013


postado em 25/01/2018 06:00 / atualizado em 25/01/2018 07:20

Principal edificação da cultura brasiliense está fechada há quatro anos(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Principal edificação da cultura brasiliense está fechada há quatro anos (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

 

Depois de quatro anos sem receber espetáculo, a primeira fase da reforma do Teatro Nacional Cláudio Santoro deve começar em maio. O projeto vai contemplar inicialmente a revitalização da Sala Martins Penna, que abriu as portas ao público pela última vez em dezembro de 2013. Na terça-feira, a Secretaria de Cultura publicou no Diário Oficial do Distrito Federal o nome da empresa selecionada no chamamento público para realizar a obra. O vencedor é o Instituto Pedra, de São Paulo.

 

Leia as últimas notícias de Cidades 

 

Mas 2018 pode terminar sem a conclusão da primeira etapa da reforma. Na tentativa de acelerar o projeto inicial, representantes da Cultura do Distrito Federal se reúnem hoje com integrantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A pressa é para fechar o cronograma da reforma, estimada em R$ 35 milhões. Mas a avaliação do secretário de Cultura, Guilherme Reis, é que o Iphan consiga a captação de ao menos 20% dos recursos em até 90 dias, para iniciar o processo.

Agora, a empresa precisa fechar o projeto e encaminhá-lo ao Ministério da Cultura para começar a captar esses recursos, em parceria com o governo por meio da Lei Rouanet. Apesar de a obra ficar condicionada a uma instituição especializada em patrimônio cultural, o secretário refutou qualquer possibilidade de o Teatro Nacional ser cedido à iniciativa privada. “Os princípios que regem o Teatro Nacional são públicos e seguirão públicos até que se faça uma parceria público-privada, se assim for o caso. O papel da instituição é preservar o local com expertise e qualidade técnica do trabalho”, ressaltou.

Projeto previsto

Pelo projeto, a reforma vai ocorrer em quatro etapas. Depois da fase de reformulação da Sala Martins Pena, a próxima vai focar na reestruturação da Sala Villa-Lobos. Assim, as áreas do teatro serão entregues progressivamente. A estimativa original de custo para a revitalização, em 2014, era de R$ 220 milhões. Diante do valor, o Ministério da Cultura rejeitou o projeto e o Governo do DF teve que fazer outro, menos ambicioso.

Guilherme Reis alegou que, em 2015, diante de um deficit financeiro, o GDF não tinha dinheiro para iniciar a obra. Um ano depois, começaram a ser feitos estudos para verificar o melhor modelo de reforma. “Houve uma decisão de governo que aquele não era o melhor momento, diante de tantas demandas sociais. No ano passado, fechamos o processo de definição do modelo de reforma”, comentou o secretário de Cultura.

Memória
Mais de 100 irregularidades

O Teatro Nacional Cláudio Santoro está fechado desde janeiro de 2014, por recomendação do Ministério Público do DF, com base uma vistoria realizada pelo Corpo de Bombeiros. Faltavam, entre outras coisas, alvará de funcionamento e habite-se. Ainda, mais de 100 problemas foram apontados no laudo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade