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Correio Braziliense

Acusado de extorsão, coronel da PM é aposentado com salário de R$ 17,5 mil

Francisco Eronildo Feitosa, denunciado por extorquir empresários para liberar contratos da PM, foi transferido para reserva remunerada nesta sexta-feira


postado em 26/01/2018 11:22 / atualizado em 26/01/2018 16:23

Coronel foi preso em novembro de 2017, e chegou a tentar pedido de habeas corpus nessa semana, negado pelo STJ(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Coronel foi preso em novembro de 2017, e chegou a tentar pedido de habeas corpus nessa semana, negado pelo STJ (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

 

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) decidiu aposentar o ex-diretor do Departamento de Logística e Finanças, o coronel Francisco Eronildo Feitosa, com salário de R$ 17,5 mil. A decisão foi oficializada nesta sexta-feira (26), e está publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Preso em novembro de 2017, na Operação Mamon, que investigava uma associação criminosa formada por funcionários públicos da PMDF, Francisco Feitosa foi acusado de extorquir dinheiro de empresários que prestavam serviços à corporação. 

 

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Segundo o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), a investigação mostrou que prestadores de serviços de manutenção de viaturas da Polícia Militar eram forçados a pagar vantagens para receber valores que lhe eram devidos. Conforme os promotores, as condutas representam crimes de concussão e de associação criminosa. 

 

O coronel foi preso preventivamente no dia em que a operação foi deflagrada pela corregedoria da PMDF e o Ministério Público do DF, em 14 de novembro. Na terça-feira (23/1), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus a ele.

 

Perda de benefícios com aposentadoria

 

Militares temem um eventual pedido de recurso por parte do coronel. Agora aposentado, o receio de outros policiais é de que o coronel argumente que não pode perder os benefícios da reserva remunerada. 

 

De acordo com a PMDF, como Francisco possuía 30 anos de serviço, por lei, ele tem assegurado o direito à aposentadoria. De qualquer forma, a corporação informou que Francisco deixará de receber o benefício caso perca o cargo.

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