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Correio Braziliense

Terracap suspende temporariamente licitação do Estádio Mané Garrincha

Licitação foi publicada no dia 22 de dezembro, mas suspensa por recomendação de alterações no texto feitas pelo TCDF e pela Controladoria-Geral do DF


postado em 29/01/2018 14:44 / atualizado em 29/01/2018 15:15

A suspensão foi motivada por questionamentos dos interessados em participar da licitação, além de recomendações de órgãos de controle (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
A suspensão foi motivada por questionamentos dos interessados em participar da licitação, além de recomendações de órgãos de controle (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
 
A Terracap anunciou, nesta segunda-feira (29/1), a suspensão temporária da licitação da ArenaPlex, complexo esportivo que engloba o Estádio Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson, o Complexo Aquático Cláudio Coutinho e quadras poliesportivas. De acordo com a empresa, a interrupção do edital foi motivada por questionamentos dos interessados em participar da licitação e recomendações de órgãos de controle como o Tribunal de Contas do DF (TCDF) e a Controladoria-Geral. Um novo edital deve ser publicado nos próximos dias.
 
 
O edital para a concessão de serviços do complexo foi lançado em 22 de dezembro e previa 45 dias para a apresentação de propostas. A expectativa inicial era de que o contrato fosse assinado até abril, o que não deve ocorrer devido à suspensão temporária. O certame ainda estipulava a gestão privada pelo prazo de 35 anos e o pagamento de de R$ 5 milhões por ano e porcentagem sobre ganhos eventuais à Terracap.

Com a suspensão, a Terracap pretende alterar dispositivos do edital que poderiam vir a ser questionados na Justiça posteriormente. Apenas a estrutura do Mané Garrincha custou R$ 1,6 bilhão — a arena mais cara construída na Copa do Mundo no Brasil. A obra está envolvida em diversos escândalos de corrupção e foi alvo de questionamentos pelo Ministério Público de Contas (MPC), Polícia Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que apontaram indícios de superfaturamento que chegam a R$ 900 milhões.

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