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Correio Braziliense

Empresários da indústria do DF estão otimistas para atividades em 2018

O resultado de janeiro deste ano é o décimo consecutivo acima da linha divisória de 50 pontos, o que, segundo a pesquisa, indica recuperação do setor


postado em 29/01/2018 22:39 / atualizado em 29/01/2018 22:39

Construção civil se destaca por crescimento acelerado e rápida recuperação à crise(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Construção civil se destaca por crescimento acelerado e rápida recuperação à crise (foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do DF (ICEI DF) atingiu 56,8 pontos em janeiro deste ano, de acordo com levantamento da Federação das Indústrias do DF (Fibra). No mesmo período do ano passado, o cenário era outro, registrando 41,9 pontos. Na pesquisa, quanto mais acima da linha divisória dos 50 pontos, maior o índice de otimismo da categoria. 
 

Segundo o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, as mudanças de perspectiva estão proporcionando a recuperação das indústrias. "O cenário do ano passado é bastante distinto do de 2018. Há princípios robustos que indicam isso, como a reforma trabalhista, retorno de investimento estrangeiro, questões políticas, estabilização dos índices inflacionários e, consequentemente, aumento da capacidade de compra do consumidor."

O resultado de janeiro de 2018 é o décimo consecutivo acima da linha divisória de 50 pontos, o que, segundo as análises da Fibra, sinaliza manutenção da confiança por parte dos empresários. Um dos setores que mais cresce é a construção civil que, como afirma Jarmal Bittar, tem uma resposta rápida e grande capacidade de arranque. "No entanto, a melhora tem sido bastante homogênea, com boas perspectivas para os setores metal, mecânico, vestuário, por exemplo", diz.


Baixa em relação a dezembro


No entanto, em comparação com o mês anterior, janeiro de 2018 sinalizou uma queda de 1,2 ponto. Esse declínio de começo de ano é observado na maioria das pesquisas. A justificativa para o fenômeno são os picos de euforia e consumo concentrado no último trimestre de cada ano. "Janeiro não tem esse cenário e volta-se ao patamar mais real. Porém estamos com números bastante expressivos e consistentes, indicando uma mudança de cenário", concluiu Jamal Bittar. 


Comparativo

Em relação ao índice nacional, o DF ficou 2,2 pontos abaixo da média brasileira, que foi de 59, maior indicação desde abril de 2011. Este foi o sexto crescimento consecutivo do ICEI e é 8,9 pontos acima do registrado em janeiro de 2017. 

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