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Correio Braziliense

Axé candango existe e a galera da banda Circulô está aí para comprovar isso

Grupo garante que é possível, sim, curtir música baiana sem sair do quadradinho. O Prata da Casa desta sexta-feira traz uma banda candanga com DNA baiano


postado em 02/02/2018 19:51 / atualizado em 02/02/2018 23:40

(foto: Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
 
Quando se fala em axé o que lhe vem à cabeça? Salvador, música baiana, carnaval e trio elétrico, obviamente. Brasília, conhecida por ser a capital do rock, provavelmente passa longe dessa ideia. É aí que você se engana. Influenciados por todo esse mix, o grupo Circulô resolveu vivenciar ritmo aqui mesmo, no Distrito Federal. Com uma roupagem moderna, o grupo mistura o estilo musical com sertanejo e traz versões animadas de hits já conhecidos do público. 

 
Comandado por Paulo André, Vinícius, Tiago Reges e Bigula, o Circulô é daqueles que anima bares, festas de casamentos, chás de bebês, formaturas, despedidas de solteiros, entre outros. Criado em 2009, o grupo já teve outros nomes e, é claro, diversas formações. Contudo, Paulo André e Vinícius são os veteranos da galera. A origem do nome do grupo vem de um grande sucesso da
banda Eva, atualmente comandada pelo vocalista baiano Felipe Pezzoni. Os brasilienses começaram tocando em festas de casamentos de amigos. Hoje, a trupe é participação confirmada nos carnavais da cidade.
 
 Mas... Axé? Em Brasília? É sério isso? Seríssimo! E os meninos donos desse suingado candango contam que botar esse bonde em movimento é muito mais fácil do que se imagina. Por ser um ritmo que sempre se reinventa, e por ter espaço para todos os estilos musicais dentro da capital federal, o gênero musical acaba sendo muito bem aceito. "Quem gosta vai. E é um público fiel. Existe um público grande, inclusive", detalha Paulo.
 
O carro chefe são aqueles hits dos anos 90. As clássicas, estreladas por Chiclete com Banana e Timbalada, por exemplo. A swingueira, famosas pelo gingado do Harmonia do Samba e Parangolé, não fica de fora, óbvio. Nem poderia. Elas são algumas das inspirações do repertório dos integrantes. Isso sem falar de Asa de Águia, Timbalada, Olodum, entre outros tantos que fizeram história país afora.
 
 
 
A rapaziada do Circulô conta que, até mesmo em suas músicas autorais, é possível encontrar levadas que remetem a canções de bandas do passado. "As levadas lembram muito a banda Eva, por exemplo. Músicas de qualidade, não só refrães repetitivos. A gente presa bastante por isso", explica Paulo, que é umdos responsáveis pelas musicas de autoria do grupo, juntamente ao percussionista, Vinicius.
 
Quando a música pede aquele "axenejo", a banda Cirulô não perde tempo. "Às vezes, o noivo gosta de axé, mas a noiva adora sertanejo. Então, algumas apresentações permitem isso”, brinca Paulo. Para quem nao está acostumado, a mistura pode parecer bem estranha, mas Paulo André garante: a resposta do público é boa. "Isso é muito comum hoje em dia. O próprio Léo
Santana, ex-vocalista do Parangolé, mistura o funk do Mc Kevinho com a swigueira”, explica Paulo.
 

Carnaval 2018 

 
Para a festa de Momo desse ano, o conjunto promete uma algazarra daquelas. O aumento no número de foliões nas ruas do DF anima os músicos. Paulo conta que é muito perceptível o quanto o carnaval de Brasília tem melhorado. "Já toquei em alguns blocos e a gente vem sentindo o público aumentando muito. Além da galera de Brasília, o pessoal dos arredores, como Goiânia, vem pra cá para curtir o carnaval daqui”, contou.
 
Apesar de ainda não terem músicas autorais gravadas, o grupo espera seguir mostrando que o axé do DF é tão bom quanto o da Bahia. Você concorda? Ouve aí o som veja a entrevista dessa galera:
 
 
 

Serviços

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Contatos p/ shows: (61) 98154-7201 / (61) 98183-0090
 
* Estagiária sob supervisão de Anderson Costolli 

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