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Correio Braziliense

Goiás registra morte de 35 macacos; Pirenópolis tem um caso em investigação

Laudos concluíram que 21 animais não morreram por causa de febre amarela


postado em 05/02/2018 15:15 / atualizado em 05/02/2018 22:24

Pirenópolis é um dos destinos favoritos dos brasilienses. A cidade goiana, localizada a 150km de Brasília(foto: Minervino Junior/CB/D.A. Press)
Pirenópolis é um dos destinos favoritos dos brasilienses. A cidade goiana, localizada a 150km de Brasília (foto: Minervino Junior/CB/D.A. Press)

O governo de Goiás registrou, só em janeiro, a morte de 35 macacos. Desses, 21 tiveram a suspeita de febre amarela descartada. Os primatas foram encontrados em 23 municípios. Quatro deles no Entorno do DF: Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso, Novo Gama e Pirenópolis. 


Três dos quatro primatas encontrados no Entorno continuam sob investigação das autoridades sanitárias. A Secretaria Estadual de Saúde encaminhou amostras do animal para análise na Universidade de Brasília (UnB), que descartou a contaminação com o vírus, macaco capturado no Novo Gama. Entretanto, não divulgou a causa da morte.

Um dos principais destinos turísticos dos brasilieses, Pirenópolis, cidade a 150km de Brasília, tem mais de 80 cachoeiras ao redor e uma vasta área de mata. A recomendação dos infectologistas é que os viajantes que optarem por áreas de risco é que seja vacinado com, no mínimo, 10 dias de antecedência. Além disso, o uso de repelentes é indispensável.

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBP) alertam que os macacos, assim como os seres humanos, são vítimas da doença. No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas isso não os transforma em vilões. Esses animais servem como guias para a elaboração de ações de prevenção da febre amarela no país. Matar animais é considerado crime ambiental pelo artigo 29 da Lei n° 9.605/98. A pena chega a um ano de prisão e a multa pode chegar a R$ 5 mil.
 

Situação no DF 

 
A Secretaria de Saúde investiga a morte de 15 macacos na capital federal. As autoridades querem saber se os animais estão infectados com o vírus ou não. Ao menos 10 cidades do DF registraram óbitos de primatas este ano. Em oito casos, a presença do vírus foi descartada. 
 
Lago Sul, Ceilândia, Taguatinga, São Sebastião, Vicente Pires, Jardim Botânico, Lago Norte e Itapoã registraram a morte de um macaco cada. Guará, Planaltina e a UnB notificaram dois óbitos cada. Quatro animais foram encontrados sem vida no Park Way e três em Águas Claras.
 
Em 2016, a Saúde recolheu 56 macacos mortos. Em 2017, foram 155 casos. Nenhum deles estava infectado com o vírus. 

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