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Correio Braziliense

Relatório do TCDF apontava necessidade de reparos em viaduto desde 2012

Desde então, nenhum reparo foi feito. Reportagens do Correio também mostraram precariedade no local


postado em 06/02/2018 13:57 / atualizado em 06/02/2018 14:44

(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)
(foto: Breno Fortes/CB/D.A Press)

 

A possibilidade de um desastre no viaduto na DF 002 sobre o retorno da Galeria dos Estados não era uma novidade para o poder público. O alerta da precariedade da construção foi dado em 2012 pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e em várias matéria publicadas no Correio. A auditoria do órgão de controle - iniciada em 2011 e concluída em julho de 2012 -apontava que o local precisava de reparos e manutenção urgentes. Sete anos depois, nada foi feito e o resultado foi o desabamento registrado na manhã desta terça-feira (6/2). 

 

Além do viaduto sobre a Galeria dos Estados, outras seis construções públicas foram marcadas pela necessidade de manutenção e reparos urgentes pela auditoria do TCDF. A maioria, na zona central de Brasília. Inclusive o outro lado do viaduto onde ocorreu o acidente: o que fica sobre a via S2. O viaduto sobre a N2, ao lado do Conjunto Nacional e o estacionamento em frente ao mesmo shopping também estão sob perigo, segundo o relatório do TCDF.

A Ponte do Bragueto no Lago Norte, o viaduto no Eixo L entre as quadras 203/204 Sul, o viaduto do Eixo L entre as quadras 215/216 Sul também correm riscos, conforme apontou o relatório.

 

Buraco do Tatu merece cuidados

 

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
Em 2010, o Correio ouviu especialistas e a fim de identificar patologias nas estruturas dos viadutos do Plano Piloto, à época, com 50 anos. Corrosão das ferragens, deterioração do concreto e deficiências nas fundações foram constatado.

 

Para os especialistas ouvidos na época, em alguns casos, as reformas eram urgentes. Na época, a Novacap garantiu que a inspeção era feita com frequência e que nenhum viaduto corria o risco de cair. O GDF ainda previu um investimento de R$ 30 milhões na reforma de seis deles.

 

Na reportagem, o Correio lembrava que o Buraco do Tatu havia dado o primeiro sinal de saturação quatro anos antes, em 2006. Parte do asfalto havia cedido e uma cratera surgido na pista.

 

Desde então, especialistas se mantiveram preocupados com a situação dos viadutos da capital. Ao falar na segunda-feira (5/2) com o Correio, por conta do desabamento da garagem de um bloco na SQN 210, o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape), Wilson Lang, afirmou: "O viaduto que pega o Eixão e Eixo L, o chamado ‘Buraco do Tatu’, foi construído junto com Brasília e há diversos relatórios que alertam sobre aquela estrutura", comentou.

 

 

 

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