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Correio Braziliense

Polícia Civil fará reconstituição em 3D do viaduto da Galeria dos Estados

Representantes da Defesa Civil e do DER, além de policiais civis, analisam os estragos causados pelo desabamento do viaduto do Eixão Sul


postado em 07/02/2018 09:58 / atualizado em 07/02/2018 13:17

A Polícia Militar isolou o local para o trabalho de técnicos e peritos no local onde o viaduto desabou(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
A Polícia Militar isolou o local para o trabalho de técnicos e peritos no local onde o viaduto desabou (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

 

A Galeria dos Estados amanheceu cercada por autoridades de trânsito e de engenharia do Distrito Federal. A quarta-feira (7/2) seguinte ao desabamento de parte do viaduto do Eixão Sul levou um movimento incomum ao local onde, geralmente, há pedestres circulando entre os setores Bancário e Comercial Sul.

 

Peritos da Polícia Civil avaliavam a situação do viaduto. Os técnicos da corporação estão usando um scanner para fazer um modelo virtual tridimensional na estrutura danificada. Além da equipe, dois carros da Polícia Militar e um caminhão dos bombeiros também estão de plantão nos arredores. Os militares do Corpo de Bombeiros acompanham os peritos da Polícia Civil durante a análise, enquanto os técnicos estiverem atuando debaixo da estrutura.

Na primeira parte da investigação, os peritos colocaram scanners 3D em cima e ao redor do viaduto e drones para captar imagens aéreas da estrutura. Fotografias e documentos relativos à construção serão levantados juntos a Novacap e poderão explicar como e por que parte do viaduto ruiu.

 

As informações irão compor um laudo que será entregue ao delegado Rogério Oliveira, da 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela investigação do caso e que solicitou a perícia. “Agora vamos registrar a situação atual do viaduto e depois, com todas as informações, vem outro trabalho, esse mais lento, que é resgatar todo o histórico do viaduto. Vão ser usados cálculos estruturais para poder concluir como a queda aconteceu e como aconteceu”, explica o diretor do Instituto de Criminalística Gustavo Dalton. Segundo ele, não há prazo para que o laudo fique pronto.

 

 

Engenheira civil e perita criminal do órgão, Larissa Marim diz que o principal objetivo do uso do 3D é a possibilidade de refazer o modelo da estrutura e simular as causas do acidente. “Quando a gente faz o levantamento tridimensional com a capacidade que esse scanner tem, que é de apenas 3 milímetros de erro, a gente consegue ver a estrutura toda na situação que ela está hoje e fazer simulações sobre o que poderia ter acontecido”, detalha.

 

Em nota sobre o desabamento do viaduto e também sobre a queda do teto de uma garagem na 210 Norte, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) destacou "a necessidade de o poder público atentar-se ainda mais para a importância da manutenção periódica de edificações, particulares e públicas, em nosso país". O texto alerta também para a "ausência de uma legislação nacional que determine essa manutenção periódica de edificações e também a ausência ou as fragilidades das legislações municipais e estaduais sobre o tema".

 

DER avalia soluções para o estrago no trânsito

 

A Defesa Civil foi o primeiro órgão do GDF a chegar ao viaduto que desabou na Galeria dos Estados. O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Henrique Luduvice, também esteve no local por volta de 7h, mas apenas para comentar com a imprensa possíveis soluções para o problema.

 

Dentre os presidentes estão o engenheiro calculista Bruno Contarine, que trabalhou com Oscar Niemeyer na construção de Brasília, e o engenheiro civil e especialista em patologia de edificações, Dickran Berberian. 

 

Trânsito intenso, mas fluindo bem

 

Pela manhã, o tráfego na região do Setor Bancário Sul estava com intensidade acima do normal para o horário de pico. Apesar disso, não houve congestionamento grave. Tanto o Detran como o DER devem anunciar novo plano de trânsito ainda nesta quarta-feira para desafogar o fluxo na região.

 

Galeria pulsava nos anos 1980

 

A Galeria dos Estados, afetada pelo desabamento de terça-feira, vive um momento muito diferente de quando foi inaugarada, há cerca de 30 anos. Enquanto hoje os comerciantes convivem com o abandono e o medo de acidentes, lojas e quiosques movimentavam a passagem entre os setores Bancário e Comercial Sul no passado.

 

A construção da estação de Metrô no local até poderia ter ajudado a levantar o movimento. Ainda assim, a Galeria dos Estados é, atualmente, apenas uma sombra do que foi um dia.

 

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