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Correio Braziliense

Lojistas da Galeria fazem contagem das estruturas mais perigosas do local

Uma avaliação feita pela Associação dos Lojistas identificou rachaduras, trincas e goteiras na escada próximo à marquise do local


postado em 07/02/2018 13:32 / atualizado em 07/02/2018 17:39

Após desabamento de viaduto, comerciantes temem que Galeria dos Estados, inaugurada em 1977, tenha o mesmo fim(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Após desabamento de viaduto, comerciantes temem que Galeria dos Estados, inaugurada em 1977, tenha o mesmo fim (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 
 
Um dia depois do desabamento de parte da estrutura do viaduto da Galeria dos Estados lojistas estão preocupados com o futuro do espaço e com as condições do local. Receosos, eles temem novas tragédias por causa do tempo da edificação. Inaugurada em 1977, o local tem 42 anos sem nunca ter passado por nenhuma reforma ou revitalização. 

Na manhã desta quarta-feira (7/2), a presidente da Associação dos Lojistas da Galeria dos Estados, Maria Inês Fontenele Mourão, realizava um levantamento das edificações comprometidas para acionar o Governo do Distrito Federal (GDF).

Ela constatou rachaduras, trincas e goteiras na escada próximo à marquise que leva à parada e no próprio ponto de ônibus, sentido Asa Sul. Ela notou ainda goteiras na parte do viaduto que ficou de pé. "Podemos ser vítimas de uma tragédia anunciada. Fui a primeira comerciante a chegar à Galeria dos Estados e vejo como todos estão preocupados e com medo de vir trabalhar", contou.
 

Interdição causou transtornos 

 
Comerciantes, clientes e usuários do metrô que circulam pela Galeria dos Estados diariamente precisam, agora, desviar por fora dos corredores de lojas. Isso porque o trecho em que parte do viaduto desabou está interditada. Além do impacto que lojistas enfrentam há anos em razão do baixo movimento por causa da saída de órgãos importantes do Setor Bancário Sul (SBS), eles têm de lidar com o transtorno que faz com que muitas pessoas deixem de passar pelo comércio. 

O chaveiro Edimilton Fernandes de Miranda, 55 anos, teve os atendimentos reduzidos para 80% de 2015 para 2017. Agora, teme que a redução do fluxo de pessoas impacte ainda mais o comércio. "Ou a gente espera ou sai fora. O nosso problema não é só esse desabamento. A Galeria dos Estados está abandonada há anos. Isso só acentuou o problema. Vamos ter ainda mais dificuldade", lamentou. 

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