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Correio Braziliense

Distritais vão cobrar explicações dos responsáveis pelo viaduto

Os distritais apontam que o DER deixou de investir R$ 1,2 bilhão na recuperação do viaduto


postado em 08/02/2018 09:44 / atualizado em 08/02/2018 13:41

Os deputados Celina Leão, Wellington Luiz e Raimundo Ribeiro foram até o local do desabamento(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Os deputados Celina Leão, Wellington Luiz e Raimundo Ribeiro foram até o local do desabamento (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Representantes da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) visitaram a Galeria dos Estados na manhã desta quinta-feira (8/2), onde um viaduto desabou na segunda-feira (5/2). Os distritais anunciaram que vão convocar os responsáveis pela manutenção do espaço para prestar esclarecimentos. Compareceram quatro intregrantes da Mesa Diretora: os deputados Raimundo Ribeiro (PPS), Celina Leão (PPS), Sandra Faraj (SD) e Wellington Luiz (PMDB), vice-presidente da Casa. "Viemos aqui hoje escutar as pessoas", explicou Luiz. 

Os distritais ressaltaram que o Departamento de Estradas de Rodagens (DER) tinha verba para realizar a manutenção do viaduto e acusa a autarquia de incompetência. "Destinamos R$ 7 milhões para esse tipo de atividade, mas nada foi feito", disse Raimundo Ribeiro. A deputada Celina Leão afirma que o DER deixou de investir R$ 1,2 bilhões na recuperação do viaduto. "O órgão tinha recurso, foi questão de incompetência", garante a distrital.  Após a exoneração, Henrique Luduvice afirmou que a a autarquia nunca foi a responsável pela manutenção das estruturas.  
 

Indefinição 

 
Ainda não foi definido o que será feito com o viaduto da Galeria dos Estados. A área continua interditada e a previsão é de que até o dia 19 deste mês, a parte comprometida seja escorada para que não haja novos acidentes no lugar. Após esse procedimento, amostras da construção serão encaminhadas a Universidade de Brasília (UnB) para que seja definido se a obra será demolida ou recuperada.
 
Na Galeria dos Estados, o fluxo de pessoas é pequeno. Dois veículos do Corpo de Bombeiros e agentes da Casa Civil monitoram o local. Além disso, carros da Polícia Militar prestam auxílio. No momento, nenhuma atividade é realizada no lugar.  
 
*Estagiário sob supervisão de Adriana Bernardes

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